A enfermeira me entregou, e, por fim, no meu colo, ela parou de chorar quando eu comecei a falar com carinho. — Calma, meu amorzinho. Tia Ana está aqui. Fica calminha pra mamãe poder também descansar... — Isso é injusto, Maitê. Eu também sou sua tia, sabia? Não é só a chata da Ana — Mariana disse, brincalhona. — Mas acho que ela acha justo, sim — Valentina respondeu, sorrindo. — Afinal, ela ainda lembra da voz de Ana, quando ela conversava com ela dentro da minha barriga. Até cantar, ela cantava. Toda desafinada, mas cantava. — Ah, então é por isso que ela é apaixonada pela titia Ana! — falei, sorrindo. — Viu só, Mariana? Ela não é uma bebê injusta. É só uma bebê exigente. Todas riram. Até a Maitê fez uns barulhinhos que pareciam risos. Ficamos ali, brincando com ela. Antes de sair a enfermeira disse que, se precisasse dela novamente, era só chamar. Logo em seguida, Mariana também se despediu de mim e de Valentina. Eu percebi que Valentina estava muito sonolenta. — Se ela dormi
Last Updated : 2026-10-09 Read more