Nas semanas e meses seguintes, continuei voltando à propriedade, indo ao quarto da mamãe para ficar um tempo sentada. O Alfa cumpriu a sua palavra. Ele dava um tapa na Vanessa toda semana. Mas eu nunca o chamei de pai. Essa palavra tinha sido deletada do meu dicionário para sempre.O Alfa não desistia. Continuava tentando, feito um homem pagando penitência. Ele me contou que visitava o túmulo da mamãe toda semana com um buquê de lírios e conversava com ela sobre os seus dias.— Sr. Alfa, por favor, não faça isso — eu disse a ele.Ele perguntou o porquê.— Porque a mamãe não quer ver a sua cara. É simples assim, Alfa — respondi.Ele não conseguiu me olhar nos olhos.E a Vanessa teve a sua recompensa: cinco anos levando tapas semanais dele. Ele não a deixava ir embora. Ele precisava torturá-la para provar o quanto estava arrependido. Achava que, se continuasse com aquilo por tempo suficiente, eu o perdoaria um dia. Era piada. O meu ódio era um oceano, e ele achava que conseguir
Read more