Os anos se passaram, e agora eu tinha treze anos. A maioria das minhas memórias de infância tinha se apagado, exceto por tudo o que tinha a ver com a mamãe. Nesses oito anos, eu me matei de estudar e de treinar para ser excelente em tudo, e consegui. Eu queria que a mamãe, lá na lua, tivesse orgulho de mim. As pessoas me aplaudiam não por eu ser a filha do Alfa, mas por eu ser quem eu era: Serena Moran.Toda semana, não importava o clima, eu voltava para a Propriedade Alfa. Eu já estava grande demais para subir no colo do tio e escutar o coração dele a hora que bem entendesse. O quarto da mamãe tinha sido mantido perfeitamente intacto, tudo do jeitinho que ela tinha deixado, como se ela tivesse acabado de dar uma saída. Eu costumava ficar sentada no quarto dela por um longo tempo, conversando com ela.Às vezes, olhando para a penteadeira dela, eu me lembrava de quando era pequena. Lembrava-me dela me aconchegando na cama e, depois, sentando-se sozinha diante daquela penteadei
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