— Oxigênio! Tragam oxigênio agora!A própria voz de Íris pareceu vir de algum lugar distante enquanto ela se ajoelhava no chão coberto de terra, cinzas e pequenos fragmentos de madeira, mantendo uma das mãos junto ao pescoço de Enzo para sentir o pulso e a outra sobre seu tórax. Havia batimentos. Rápidos, mas presentes. A respiração, porém, era superficial e irregular, e aquilo lhe provocou um medo diferente de tudo o que sentira durante o incêndio. Enquanto os cavalos estiveram presos, ela conseguira pensar em protocolos, corredores de evacuação, sinais respiratórios e prioridades clínicas. Diante do corpo imóvel do homem que amava, o conhecimento continuava em sua cabeça, mas precisava atravessar uma barreira feita de pânico antes de transformar-se em ação. Íris apertou os dentes, obrigando as mãos a permanecerem firmes.— Enzo, consegue me ouvir? Abre os olhos.Nenhuma reação.Um bombeiro ajoelhou-se ao lado dela e colocou a máscara de oxigênio sobre o rosto dele enquanto outro
Dernière mise à jour : 2026-09-04 Read More