O som do pandeiro batia no peito com a força de uma metralhadora, ritmada pelo baixo pesado que fazia o chão de cimento da quadra tremer. O ar estava carregado, uma mistura densa de suor, cerveja barata e perfume barato, tudo girando sob a luz amarela e fraca das lâmpadas incandescentes. Fernanda deu um tapinha rápido no ombro de Priscila, sorrindo de orelha a orelha. — Vou dar uma saidinha, Pri. A gente volta, tá? — gritou ela, tentando competir com o volume do pagode. Priscila apenas acenou com a cabeça, o rosto iluminado pelo brilho das luzes giratórias. Ela não se importou de ficar,sabia que Fernanda iria se encontrar com o Rodrigo. A noite estava apenas começando, e a música estava entrando nos ossos. Quando o casal se perdeu na multidão, Priscila sentiu o espaço ao redor dela se expandir. Ela ajustou o vestido. Era um pedaço de tecido preto, curto e justo, que mal cobria o necessário, desenhando cada curva do corpo com uma insistência quase obscena. O tecido colava na pele, su
Última atualização : 2026-07-31 Ler mais