O último mercenário da tropa de rastreadores caiu no cascalho antes de alcançar o limiar das galerias internas, derrubado pelo golpe de lança da guarda. Zarek empurrou o corpo para longe com a ponta da bota, a respiração saindo em baforadas quentes no ar frio enquanto passava a lâmina ensanguentada sobre o tecido da calça de couro. A poucos passos dali, Vânia bateu a tranca de ferro macio do portão secundário; o ferrolho engatou com um eco metálico que fez a alvenaria úmida vibrar. O pátio parou, silêncio trêmulo, gemidos dos feridos, estalos de tochas no vento da montanha. O perigo imediato tinha parado, mas o subsolo ainda rugia com um batimento constante que subia pelas pedras sob as botas. Nara manteve os dedos cravados no pulso de Maia, a pele gelada, percorrida por espasmos finos. O aperto doía. Ignorando as fêmeas que arrastavam os feridos para os abrigos dos paióis, ela puxou a jovem para a penumbra de uma alcova escavada na base do pilar principal, fora da vista da tropa. Z
Última atualização : 2026-08-14 Ler mais