O tremor deu lugar a um zumbido contínuo que parecia vibrar dentro dos ossos. A claridade prateada recuou devagar para o centro do altar, deixando apenas fios de fumaça branca sobre as lajes de pedra. Sem forças, Maia desabou para a frente, mas Zarek a segurou no ar antes que os joelhos dela tocassem o chão. Ele a puxou contra o peito, sentindo o corpo dela febril e a respiração curta, enquanto a cicatriz ardia na pele. — Consegue respirar? — perguntou Zarek, amparando as costas dela com firmeza. Maia assentiu de leve, com os olhos vidrados no vazio. Uma força estranha e pesada corria por suas veias, pulsando por baixo da pele. O eco de passos e o tinir de armas interromperam o momento. Do túnel lateral semidesabado, uma silhueta alta surgiu da poeira liderando meia dúzia de soldados armados. Vane avançou para o centro da câmara. As roupas finas estavam cobertas de pó e o rosto trazia uma expressão descontrolada, sem qualquer resquício de nobreza. — Vocês chegaram tarde — disse Van
Última atualização : 2026-08-18 Ler mais