O treino daquela manhã foi um exercício de frustração. Maia permaneceu no campo, o suor frio colando a túnica às costas, enquanto tentava, em vão, recuperar a sensação de controle que experimentara no pátio. Sempre que concentrava a atenção na vibração do poder, o medo da reação de Elara quebrava seu foco. O Jardim parecia acompanhar cada movimento seu, à espera do próximo erro. Lira chegou ao pôr do sol. A mensageira trazia marcas de espinhos nas mãos e as botas cobertas por uma camada espessa de lama vermelha, característica das baixadas do Norte. Ela arrastava os pés, exausta, até o salão de pedra onde Selene a aguardava. Maia, que circulava pelas galerias próximas, apressou o passo ao ver o movimento. A sensação de que algo ruim estava prestes a ser despejado sobre o vale a acompanhava desde que saíra da cova dos arquivos na noite anterior. Ela entrou no salão sem ser convidada. Selene estava sentada à mesa, a expressão rígida, enquanto Lira levava um copo de água aos lábios. A
Última atualização : 2026-07-29 Ler mais