O teto da galeria de curas parecia girar devagar. A rocha cinzenta ondulava diante dos olhos de Maia, como se afundasse e voltasse à superfície, acompanhando o zumbido agudo que preenchia seus ouvidos. Ela tentou erguer o antebraço, mas a mão parecia pesada demais, como se fosse feita de chumbo. A pele dos braços estava fria, coberta por uma camada fina de suor que fazia o lençol de lã grudar em suas pernas. Cada respiração exigia esforço, como se o ar não fosse suficiente para preencher os pulmões. — Não tenta levantar — disse uma voz grave, surgindo do lado esquerdo da esteira. Uma mão grande e calejada segurou o ombro dela, impedindo o movimento com uma firmeza cuidadosa. O calor da mão de Zarek foi a primeira coisa que Maia conseguiu sentir direito no meio da tontura. Ela piscou algumas vezes até a imagem do homem do Oeste ganhar contornos nítidos. Zarek estava sentado numa banqueta de madeira ao lado da esteira. Ele usava apenas a túnica de lã, sem a espada no cinto, e segura
Última atualização : 2026-08-02 Ler mais