O mapa do Norte estava estendido sobre a mesa de madeira, preso nas pontas por quatro pedras escuras. Maia bateu o indicador sobre a área das minas do sul, onde o desenho das montanhas encontrava a linha vermelha que marcava o limite da fronteira. Isadora estava sentada em uma das banquetas, usando uma túnica limpa de lã cinza que Selene lhe entregara. Os cabelos loiros, ainda úmidos pelo banho nas galerias quentes, caíam soltos sobre os ombros. Ela acompanhava o movimento do dedo de Maia com o olhar, a palidez do rosto destacando as marcas roxas em seus pulsos. — Vane nunca se importou com as minas do sul — disse Isadora, a voz mais limpa agora, embora o cansaço ainda estivesse cravado em sua postura. — Meu pai achava que o conselho queria o minério pra reforçar a armaria da fortaleza, mas a ordem de confisco veio direto da mesa do Vane, sem passar pelo plenário dos anciãos. Selene, de pé do outro lado da mesa, inclinou-se sobre o mapa. — O Vane sempre soube jogar com a ganância
Última atualização : 2026-07-31 Ler mais