Enquanto conversávamos, Daniel já havia imobilizado Ignazio no chão.— Daniel, não o mate.Ao me ouvir, Daniel assentiu, mas não o soltou.— Então vamos levá-lo à delegacia e denunciá-lo por assédio.Abaixei-me e disse:— Deixe-me conversar com ele por um instante. Espere por mim ali.Daniel quis recusar, mas, diante da minha firmeza, acabou cedendo a contragosto.Assim que ele se afastou, Ignazio agarrou a barra da minha calça.— A culpa foi minha, eu sinto muito. Eu imploro, volte comigo. Prometo que vou mudar, abandonar tudo e lavar minhas mãos de uma vez por todas. Nunca mais vou machucar você!Ele falava depressa, como se temesse que eu desaparecesse outra vez.Olhei em seus olhos, agora sem qualquer vestígio da frieza de antes, e perguntei com uma curiosidade genuína:— Você não me ama. Na verdade, me desprezava tanto que queria me ver morta. Então, por que deseja que eu volte?Minha voz ficou mais fria.— Lucia está em perigo outra vez e você precisa que eu sofra no
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