— Ouvi dizer... que ele morreu.Isadora sorriu de repente. Sua risada parecia o som de um fole quebrado.— Quando estava morrendo... chamou seu nome.Cecília não respondeu.— Sabe como vivi... durante estes quinze anos?Isadora a encarou.— Vi você subir passo a passo. Vi seu filho se tornar príncipe herdeiro. Vi você se tornar imperatriz-viúva... enquanto eu apodrecia aqui como um animal!— Foi o que mereceu. — Respondeu Cecília com calma.— O que mereci? — Isadora soltou uma risada aguda. — Sim! Eu mereci! Fui culpada! Mas e você, Cecília? Foi feliz durante estes quinze anos?Cecília a observou.— Isso importa?— Claro que importa! — Isadora gritou, com a voz rouca. — Mesmo que eu tenha perdido, você também não ganhou! Pode até ser a imperatriz-viúva agora, cercada de honras, mas e o seu coração? O homem que você amou acabou te odiando. O homem que você odiava morreu. No fim, você vai passar o resto da vida sozinha!Cecília permaneceu em silêncio por muito tempo antes de responder:—
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