Dois dias depoisEu passei dois dias inteiros implorando para Louis voltar vivo e inteiro, mas o homem que atravessou a porta na madrugada trazia o olhar de guerra e o cheiro de sangue, forçando-me a enfrentar o medo de que o soldado tivesse engolido o homem que eu amava.Eu vivi cada hora daqueles dois dias com o coração na boca. No primeiro dia ainda tentei me enganar: “Ele tá só resolvendo alguma coisa. Vai voltar.” Mas quando a noite caiu e o celular dele continuou desligado, o medo virou um bicho vivo dentro do peito, roendo tudo. Eu não dormi. Fiquei sentada no sofá com o Lucas dormindo no quarto, o olho grudado na porta, esperando qualquer barulho de moto, qualquer batida, qualquer sinal. Cada farol que subia a ladeira fazia meu estômago revirar. Cada latido de cachorro me levantava do sofá.No segundo dia eu já tava desesperada. Fui na escola, perguntei pros meninos, pro zelador, pra Dona Neuza. Ninguém sabia de nada. Ratão, ainda com o rosto inchado, costurado e o olho roxo f
Última atualização : 2026-08-13 Ler mais