Eu só tinha visto Orlando Maia uma vez. A impressão que eu tinha dele era a de um homem de uma elegância absoluta, inigualável.Mas, naquele momento, ele não ligou nem um pouco para a própria imagem. Ele correu até mim e deu chutes nos seguranças que estavam ao meu redor, derrubando todos. Depois, ele se ajoelhou com um dos joelhos no chão e me puxou para os braços dele.Quando eu vi o jeito aflito com que Orlando me olhava, eu senti o nariz arder de repente. Eu enfiei o rosto no peito dele, como um passarinho perdido que finalmente tinha voltado para o ninho, e eu desabei a chorar.Depois que eu comecei a chorar, eu não consegui mais parar, como se quisesse despejar ali, de uma vez, todas as minhas mágoas.Orlando, o meu irmão mais velho de sangue, o primeiro na linha de sucessão da família Maia, na cidade de Malanje, usou toda a doçura que ele tinha para me acalmar:— Já passou, já passou. Eu cheguei. Eu vou levar você para casa.Antes que eu conseguisse responder, Theo soltou uma ri
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