LucanSua primeiro. A frase mudou o ar. Elara me puxou para a cama como se o sonho inteiro fosse curto demais para tanta ausência. O reencontro não foi delicado. Foi maduro, feroz, cheio de pausas em que a raiva voltava e era beijada sem ser negada. Senti o corpo dela contra o meu, o calor impossível de uma mulher presa em pedra e viva no vínculo, as pernas envolvendo minha cintura, a boca exigindo e recusando ternura na mesma respiração. Cada toque tinha pergunta. Cada resposta vinha em dedos, suspiros, unhas, nomes ditos como juramento e acusação.Eu a beijei com a fome que negara ao meu corpo por onze anos e a contenção de quem sabia que ela não era lembrança para ser consumida. Suas mãos abriram minha camisa no sonho, dedos percorrendo marcas, cicatrizes, pele. Segurei seu rosto, beijei a testa, a pálpebra, a cicatriz na clavícula, cada lugar onde a mina deixara sinal. Elara tremia quando minha boca descia para seu ombro, não de fraqueza, mas de memória sendo reescrita pelo toque
Last Updated : 2026-10-04 Read more