POV — DESCONHECIDO Boris parou de tocar o violino no exato instante em que o carro de Alucard desapareceu de vista, do outro lado do vidro da janela. O som da última nota ainda pairava no ar, longo e melancólico, quando ele baixou o instrumento lentamente, os dedos ainda tremendo sobre as cordas. — Ela não vai voltar… — sussurrou, tão baixo que mal conseguia ouvir a si mesmo, a voz carregada de uma tristeza profunda e resignada. Ficou ali imóvel por um momento, os olhos fixos no lugar onde o veículo sumira, sentindo como se uma parte de si tivesse partido junto com a irmã. Depois, pôs‑se de pé de um movimento brusco, como se de repente se desse conta do silêncio pesado que tomava o ambiente. Mas antes que pudesse dar um passo, o som do telefone cortou o ar, estridente e inesperado. Ele franziu o cenho — era um número desconhecido. Hesitou por um instante, depois atendeu, sem muito ânimo, a voz fria e distante: — Alô. — Oi, meu gatinho… — a voz de Ravena ecoou do outro lado da lin
Last Updated : 2026-09-07 Read more