Quando cheguei ao apartamento, fechei a porta e tranquei-a com um movimento trêmulo. O coração batia forte no peito, descompassado. Se Verônica não tivesse batido à porta, pedindo minha ajuda para atender no salão comum… o que teria acontecido ali, naquele recinto, com aquela porta fechada? E a ordem de Dante ecoava na minha mente, clara e inconfundível: porta aberta… esperá-lo vestida com esse mesmo uniforme. Olhei para a roupa que usava, que agora me parecia justa e sensual demais. Respirei fundo, tentando recuperar o fôlego — tinha corrido de volta para casa, mas para quê? Precisava ir embora, sumir. Ele sabia onde me encontrar; caso contrário, por que mandou que eu o esperasse assim, exposta, pronta? Mas o corpo se aqueceu por dentro, como se o fogo me queimasse devagar. Senti uma pulsação leve e inconfundível entre as pernas, latejante, insistente. O desejo não atendido… Apertei o tecido da saia com força, sentindo a pele sensível por baixo, ansiosa. Se não fugisse agora… tal
Last Updated : 2026-09-11 Read more