MayaA raiva que desfigurava o rosto de Valerius Vaneck não era apenas a fúria de um conspirador desmascarado; era o veneno concentrado de um ressentimento antigo que fermentara por quase vinte anos nas sombras da Capital do Norte. Ao ver a sua ruína desenhada sob a luz da lua, o ex-conde riu — um riso seco, de escárnio, amargo e desprovido de qualquer sanidade.— Vocês acham que isso foi por dinheiro? Por rotas de comércio ou impostos? — zombou Vaneck, dando um passo em minha direção, os seus olhos injetados cravados nos meus com uma obsessão doentia. — Como vocês são cegos! Como você é cega, Maya! Você tem os mesmos olhos escuros e insolentes dela... a mesma altivez infeliz de Diana!A menção direta e venagloriada ao nome da minha mãe fez a minha fêmea interior rosnar no meu peito. Sentindo a fúria do meu lobo, a mão de Dominic pousou no meu ombro, firme, a sua presença servindo como a minha âncora de contenção.— Fale o nome de Diana novamente, Vaneck — advertiu Dominic, a sua voz
Last Updated : 2026-09-12 Read more