O êxtase daquele primeiro ápice ainda vibrava nas minhas veias quando as mãos grandes de Henrique me viraram de frente com uma firmeza implacável. Sem me dar um segundo para respirar, ele me ergueu pela cintura e me prensou novamente contra o vidro frio da janela panorâmica. Seus olhos escuros, cravados nos meus, brilhavam com uma fome que parecia longe de ser saciada. Ele se reacomodou entre as minhas pernas e voltou a me invadir, estocando fundo, forte e cadenciado, arrancando um suspiro entrecortado dos meus lábios. Foi nesse exato segundo que o toque estridente do celular dele cortou o ar do apartamento privativo. O som metálico ecoou pelas paredes de vidro, mas Henrique nem sequer desacelerou o ritmo do quadril. Ele enfiou a mão no bolso da calça de alfaiataria, que continuava no corpo e puxou o aparelho. No visor iluminado, o nome brilhou em letras nítidas: Michele. O sangue fugiu do meu rosto. A mãe da Laura. A mulher que me conhecia desde a infância, que me recebera em sua
Last Updated : 2026-08-17 Read more