PONTO DE VISTA DE LISAMais tarde, naquele dia, sentei no carro do Franklin, vendo a cidade passar pela janela.— Seu povo é esquisito — comentei.Franklin riu. — Essa é uma forma de dizer.— Ainda não entendi por que a Nadia ficou tão incomodada com você me levando pra sair. Pareceu até ciúme.Franklin me lançou um olhar divertido. Levantei a sobrancelha.— Tem história aí?Ele riu mais ainda. — Deus me livre, não. Nadia… — balançou a cabeça e gesticulou entre nós. — Ela tá muito acima, eu tô muito abaixo. Além disso, ela me trata como se eu fosse parte da mobília.— Ela parece meio cruel com você. Minha melhor amiga diz que quando alguém é cruel assim com uma pessoa só, é porque gosta dela.Franklin riu. Por um instante, ficou olhando pra frente, o sorriso sumindo devagar.— Ela é assim com todo mundo — disse, por fim. — É só o jeito dela.Ele me levou primeiro ao mercado, uma feira cheia de barracas de frutas, especiarias, bijuterias artesanais. Depois paramos numa padari
Read more