Só mordeu o lábio, meio nervosa, e olhou rápido pro corredor, conferindo se Amélia ainda não estava voltando.— Tá com medo da professora aparecer, é? — perguntei, sorrindo maroto, aproximando meu rosto do dela.— Tô com medo é de você não ter vergonha na cara, Rafael... — retrucou baixinho, tentando disfarçar a tremedeira na voz. — A Amélia pode voltar a qualquer momento.— E se voltar, a culpa vai ser sua, que tá me provocando com essa saia curta e essa calcinha safada — falei, a mão agora subindo pela coxa dela, devagar, sentindo cada pedacinho macio da pele.Ela não me encarava. Os olhos estavam fixos no corredor, em pânico. Mas não se mexia, não me empurrava. Sentia. E tremia. Me inclinei e beijei o pescoço dela, sentindo o perfume misturado com o cheiro da casa aquecida. Cheguei perto do ouvido dela e sussurrei bem baixo, quase sem som:— Eu podia te virar nessa mesa agora mesmo... mas não vou. Não com nosso bebê aqui dentro. Hoje, mais tarde, vai ser do jeito que você gosta. N
Last Updated : 2026-10-25 Read more