Cobertura de Verônica, manhã seguinte Marcel acordou cedo, mas não desceu de imediato. Ficou sentado na beira da cama, os pés descalços no chão frio, os cotovelos apoiados nos joelhos. A mensagem de Helena ainda estava na tela do celular quando ele o desbloqueou: Conseguiu avançar? A resposta que ele tinha mandado na noite anterior — Sim. Estou no caminho. — agora parecia menos sólida. Não por culpa, mas porque, durante o jantar, sentira o olhar de Verônica sobre ele o tempo inteiro. Medindo, avaliando, Como se ela desconfiasse que havia algo por trás da cortesia calculada. Ele passou a mão pelo rosto, o maxilar ainda marcado pela tensão mal dormida, e desceu. Verônica já estava na sala. Sentada na ponta do sofá, cabelo preto preso num coque baixo ainda úmido do banho, tablet no colo, o roupão de seda cinza entreaberto na clavícula. Quando Marcel entrou, ela ergueu os olhos castanhos e o estudou sem pressa. A luz da manhã batia de lado no rosto dela, acentuando o osso da maç
Última atualização : 2026-09-09 Ler mais