Ilhabela, noite O filme tinha descambado para o terceiro assassinato sem lógica quando o celular de Rafael vibrou. Ele pegou sem urgência, ainda com um chip na mão, argila rachada perto da orelha. Leu. Abriu a imagem. Segundos depois, soltou uma gargalhada tão alta que Verônica quase derrubou a tigela. — Que diabos… Rafael virou a tela para ela, os olhos brilhando de puro deboche. — Sua cunhada emocional subiu de nível. Na foto: o quarto de hospital, flores demais, gesso, mala aberta, blazer de homem na cadeira, dois cafés lado a lado. Sem rosto. Com presença. A legenda melosa: É ótimo ter quem cuide da gente. Verônica sentiu o estômago descer devagar. — Ela postou isso. — Postou. E postou rápido. — Rafael riu de novo, descrente e divertido de um jeito ácido. — Isso não é carência, querida. Isso é resposta. Você mandou para o mundo a imagem do Marcel cuidando de você. Compressa, proximidade, narrativa de noivo presente. A Helena recebeu o recado e devolveu com hospital, gess
Última atualização : 2026-09-22 Ler mais