TILÁPIA NARRANDOO batidão estourava as caixas de som, e a favela fervia do jeito que só ela sabe. Eu tava no meio do povo, copo de uísque com energético na mão, curtindo a lombra. Duas piranhas me alisavam, passando a mão no meu peito, disputando atenção, e eu só ria, aproveitando a onda do plantão bem-sucedido.No meio da curtição, o som pareceu sumir quando um vapor brotou do nada na minha frente, com a cara amarrada. Pediu licença pras mina e colou no meu ouvido:— Tilápia, o papo é sério. O Chefe saiu do camarote com a Melissa no colo. Parece que ela tava passando mal, mó cara de desespero — o moleque cuspiu as palavras.Na hora, a onda do uísque sumiu do meu corpo. Meu semblante fechou, e eu afastei as mulheres com um gesto de mão. A Melissa? Passando mal?— Caralho... Como assim? O Barão não deu nem um toque sobre isso — falei alto, sentindo o peito apertar.A Melissa era cheia de problema de saúde, sensível demais pro ritmo do morro. E o Barão, quando ficava cego de ódio ou de
Last Updated : 2026-10-02 Read more