EvangelineAs palavras dela ecoam entre nós. E por um segundo senti vontade de dar exatamente o que ela queria: sair, bater à porta e não olhar para trás. Mas engulo esse impulso junto com o resto, porque ficar desempregada só pioraria a minha situação. Então endireito a postura. Encaro-a diretamente nos olhos, e a minha voz sai mais firme do que eu esperava:— A senhora é livre para levar essa questão ao senhor Volkov. Já que é ele quem paga o meu salário.Faço uma pausa breve. O suficiente para que o peso da frase se assente.— Mas, antes de decidir isso, talvez valha perguntar a si mesma por que está tão incomodada com um… olhar que, segundo a senhora mesma, eu nem percebi estar trocando.O rosto dela se endurece, um músculo tenso na mandíbula.— Se a senhora tem provas das minhas negligências no meu trabalho — continuo, mantendo a voz baixa, mas sem hesitar —, ficarei feliz em ouvi-las. Do contrário, sugiro discutir isso com a educação e
Last Updated : 2026-10-05 Read more