Eu estava cansada.Muito cansada.Mas, ao mesmo tempo, parecia que minha cabeça tinha tomado umas três latas de energético.Eu não conseguia parar de pensar na noite.Na varanda.Na conversa com Tiago.No jeito que ele tinha falado do pai.No sanduíche.No sorriso.No maldito sorriso.— Para, Penélope — murmurei para mim mesma enquanto abria a porta de casa. — Você tá ficando doida.Entrei devagar, tentando não fazer barulho.Fechei a porta com o maior cuidado do mundo.Dei dois passos.Três.E, quando virei para entrar no corredor...— Bom dia.Eu quase pulei no teto.— CARALHO!Levei a mão ao peito.Minha mãe estava sentada na cadeira da cozinha, com os braços cruzados e uma expressão de quem estava esperando aquele momento fazia horas.— Mãe!Ela segurou o riso.— Que foi?— Você quer me matar?— Eu só falei bom dia.— Bom dia nada! Você ficou aí escondida igual uma assombração!Ela começou a rir.— Assombração?— É! Eu quase tive um negócio aqui.Minha mãe balançou a cabeça.— Voc
Last Updated : 2026-10-01 Read more