Dário pegou a caixa antes que ela caísse do muro. A tampa se abriu no movimento. O anel escorregou para um dos cantos, brilhando contra o forro claro. Zaira virou o rosto. Não queria assistir ao que ele faria com aquilo. — Vou esperar na padaria até dar meu horário. Ele fechou a caixa. — Eu saio. Ela parou. Dário guardou a aliança no bolso da mochila, não na mão dela. — Não precisa ficar lá fora. Não vou usar uma entrega para tentar conversar com você. Zaira não agradeceu. Esperou que ele pegasse as coisas e se afastasse do portão. Só então abriu a corrente. O galpão estava fresco, ainda com o cheiro do produto usado para limpar o chão. Acendeu as luzes, ligou o computador e deixou a bolsa na gaveta. Quando Afonso chegou, encontrou o café pronto. Não perguntou sobre a caixa que Dário carregava. Perto do almoço, o patrão tirou um convite do bolso e colocou sobre a bancada. — A Dalva mandou lembrar de amanhã. Zaira olhou para o papel colorido. A mulher de Afonso comple
Última atualização : 2026-11-06 Ler mais