Pra quem curte cultura musical paulistana, a Augusta Discos é quase um museu vivo. Mesmo depois de tantos anos e com todo mundo migrando pra streaming, eles conseguiram reinventar o espaço sem perder a essência. Virou ponto de encontro de colecionadores e até de turistas buscando algo autêntico no meio da agitação da Augusta.
O local hoje funciona num esquema meio loja física, meio galeria cultural. Além dos discos, sempre tem exposições temáticas e eventos pequenos. Fui lá mês passado e estavam com uma mostra linda de capas de vinil dos anos 70. O atendimento é super pessoal - os donos ainda atendem pessoalmente e contam histórias incríveis sobre os artistas. Dá pra chegar fácil de metrô (desça na República e caminhe uns 10 minutos) ou de Uber, já que estacionar na região é complicado.
Lembro que quando era adolescente, passar horas fuçando os vinis na Augusta Discos era um dos meus programas favoritos. Aquele cheiro de poeira misturado com capas de LP antigos tinha algo mágico. Hoje em dia, o local ainda resiste na Rua Augusta, mas claro, adaptado aos tempos modernos. Eles mantêm aquela vibe retrô com uma seleção incrível de discos novos e usados, além de vender camisetas e itens colecionáveis.
Para visitar, basta ir até o número 1471 da Rua Augusta - o lugar é fácil de achar pela fachada vintage cheia de posters. Funciona de segunda a sábado, geralmente das 11h às 19h. A dica é ir no meio da tarde quando está mais vazio e dá pra bater um bom papo com os atendentes, que são verdadeiros enciclopédias musicais. A última vez que fui, ainda tinham aquelas máquinas de discos para ouvir antes de comprar - puro charme!
Sabe aqueles lugares que transportam a gente no tempo? Augusta Discos é assim. Entre prateleiras abarrotadas de vinis e CDs, fotos autografadas e até alguns equipamentos antigos, parece que os anos 80 nunca acabaram lá dentro. A loja física continua firme, mas agora tem até um cantinho dedicado a discos brasileiros raros que virou minha perdição.
Eles atualizaram o instagram (@augustadiscos) com os horários e eventos, mas a experiência mesmo é presencial. Recomendo ir de tarde, quando dá pra escutar um jazz baixinho enquanto navega pelas seções. A vizinhança mudou muito, mas a loja mantém aquela alma rock'n'roll que fez história.
2026-07-14 16:15:24
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Desde que me casei com Augusto, ele parecia ter sossegado de vez, cortando todo contato com outras mulheres.
Todos diziam que eu sabia manter o marido na linha, que tinha um casamento feliz e uma família perfeita.
No dia do nosso nono aniversário de casamento, vi por acaso as mensagens do grupo de conversa dele com os amigos:
[Augusto ontem se deu muito bem no carro com a Heloísa mesmo, hein?]
[Já tentei de tudo com ela, em qualquer situação. Ela me ama a ponto de não conseguir sair disso.]
Logo abaixo, havia fotos íntimas dos dois, enquanto o grupo fazia algazarra e desejava que o casal durasse para sempre.
Fiquei encarando a tela, com uma dor intensa subindo no peito.
Então era isso. Aqueles momentos felizes que eu achava que tínhamos vivido não passavam de uma encenação cuidadosamente montada.
Passei a noite inteira sentada, em silêncio, até Augusto chegar, atrasado.
Ao ver o bolo em suas mãos, não consegui evitar um sorriso frio.
— Eu já sei de tudo. Você não cansa de fingir?
Na véspera do meu casamento, sofri um grave acidente de carro e entrei em coma.
Enquanto eu lutava pela vida, meu noivo não hesitou: anulou o casamento e se casou com a amiga de infância dele, Letícia.
Minha mãe, inconformada, tentou buscar justiça, mas morreu tragicamente no caminho.
No pior momento da minha vida, meu amigo de infância, Alexandre, ajoelhou-se na porta do hospital com um dote de um milhão e cuidou do funeral da minha mãe.
Fui levada para a cirurgia, sobrevivi… mas fiquei com sequelas permanentes.
E ainda assim, Alexandre me prometeu uma vida inteira ao lado dele.
Comovida, aceitei me casar.
Cinco anos depois, ouço sem querer uma conversa entre ele e a secretária:
— Sr. Alexandre, o senhor não teme que a Sra. Selene descubra que foi o senhor quem mandou atropelá-la, só pra que Letícia pudesse se casar com o amor da vida dela?
— Por Letícia, eu faria tudo. Já dei minha vida inteira pra Selene Duarte. Não chega?
Tapei a boca, segurando o choro.
Foi naquele instante que entendi que meu casamento sempre foi uma mentira.
Se era só uma substituição, então que fique com o lugar que sempre foi dela.
Eu vou embora.
Meu companheiro prometido, August Sterling, se apaixonou pela minha irmã, Anna Morgart.
No entanto, era para eu ser a companheira destinada dele.
Mesmo assim, ele não sentia nada por mim. Repetidas vezes, adiava o nosso ritual de acasalamento.
Por causa desses adiamentos, o vínculo de companheiros destruía o meu corpo com uma agonia insuportável.
Ainda assim, August virava as costas para mim. Seus olhos só se fixavam no menor corte na mão de Anna.
Na nonagésima nona cerimônia marcada, August me abandonou de novo por causa dela.
Ele apenas disse:
— Anna está de mau humor hoje. Preciso levá-la ao parque de diversões para animá-la. O ritual pode esperar até a semana que vem.
Enquanto August ia embora, eu cerrei os dentes e forcei meu corpo a conter o caos que fervia dentro de mim.
August ainda tinha uma última chance.
A Deusa da Lua prometeu que, se pela centésima vez August decidisse adiar a cerimônia, eu receberia o direito de escolher romper o vínculo de companheiros.
A nossa existência e aquilo que nós fizemos, de certa forma, não agradam a todos. O livro MULHER AMADA, trata-se de uma história de amor fictício, inspirado em amigos. O livro retrata o viver de uma relação amorosa feliz, relação sonhada por muitos apaixonados, desde que os personagens se conhecem, até casarem e juntamente viverem felizes.
Depois que me recusei a doar meu útero para minha irmã, o amigo de infância com quem cresci passou a me odiar profundamente, a ponto de me levar para a cama de um herdeiro de uma poderosa família.
Diziam que ele sempre detestou mulheres pegajosas, e todos aguardavam ansiosos para ver minha ruína, mas ninguém imaginava que ele acabaria me mimando como ninguém.
Num piscar de olhos, três anos se passaram. Ao suspeitar que estivesse grávida, fui ao hospital para fazer exames e, por acaso, acabei ouvindo a conversa entre ele e o médico:
— Aureliano, há três anos você me fez transplantar secretamente o útero da Juliana para a irmã dela, e agora quer que eu a engane, dizendo que ela nasceu infértil. Como consegue ser tão cruel com uma mulher que te ama?
— Não há outra escolha. Se a Isabela não puder ter filhos, provavelmente vai sofrer na família do marido. Ela é a única compatível.
Aquela voz masculina, tão familiar, soava fria a ponto de se tornar irreconhecível. Foi então que percebi que o amor e a redenção em que sempre acreditei não passavam de mais um engano.
Se é assim... Então eu simplesmente vou embora.
A amiga de infância do meu marido engravidou. Eu também.
Para proteger a reputação dela, ele inventou que o filho dela era dele.
E o meu...
Era um bastardo, fruto de uma escapada.
Quando entrei em pânico e o confrontei, ele só disse na maior frieza:
— Paula Sousa é de uma família supertradicional.
— Ela não aguenta fofoca assim.
Naquele dia, olhei para o homem que amei por sete anos.
Eu decidi que não o amaria mais.