Como A Protagonista De 'A Assassina' Se Tornou Criminosa?
2026-04-30 23:58:19
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ElenDias
Novo leitor
Radiologista
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3 Answers
Yasmine
Fã de histórias
Artista
Analisando friamente, a trajetória da protagonista segue uma espiral clássica. Tudo começa com pequenos delitos - mentiras, furtos - que passam impunes. Esses sucessos iniciais criam uma sensação de invencibilidade. Quando os problemas reais da vida batem, ela já está acostumada a resolver tudo na ilegalidade. A passagem para crimes violentos é quase natural, uma extensão da sua nova 'profissão'. O livro é brilhante em mostrar como o crime, para ela, virou apenas um trabalho como outro qualquer.
2026-05-02 17:26:11
3
Oscar
Leitor
Repórter
Tenho um amigo que sempre diz que ninguém vira criminoso do nada, e 'A Assassina' prova isso. A protagonista teve uma vida de abandono e traições que, gota a gota, encheram o copo da sua raiva. O sistema falhou com ela repetidamente - escolas, serviços sociais, até a polícia ignoraram os sinais. Quando ela finalmente pegou em uma arma, era como se todos os anos de dor tivessem encontrado uma saída.
A genialidade da narrativa está em como ela mostra esse processo de desumanização gradual. Não é um clique que muda alguém, mas sim a erosão lenta da esperança. A personagem não acorda um dia decidindo ser má; ela vai se perdendo no caminho, e quando percebe, já não consegue voltar.
2026-05-04 09:25:09
12
Zachary
Dica boa
Contabilista
Lembro que quando li 'A Assassina', fiquei fascinado pela complexidade da protagonista. Ela não nasceu criminosa, mas foi moldada por uma série de eventos traumáticos que a levaram a esse caminho. A história mostra como a violência doméstica e a negligência na infância criaram uma pessoa desconectada da empatia. Aos poucos, pequenos atos de rebeldia viraram crimes, até que ela cruzou um ponto sem volta.
O que mais me pegou foi a forma como o livro explora a dualidade dela. Em alguns momentos, quase me peguei torcendo por ela, mesmo sabendo que suas ações eram horríveis. A autora consegue humanizar uma assassina, mostrando que o mal muitas vezes é uma consequência, não uma escolha consciente.
2026-05-06 09:54:23
9
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A partir daquele momento, ninguém mais quis ouvir a verdade. Para eles, eu era uma assassina covarde. Para Rafael, eu era uma mulher sem arrependimento. Para os familiares das vítimas, eu era o monstro que merecia morrer. E foi assim que, tomada pela fúria deles, recebi dezoito facadas.
Talvez o destino tenha se compadecido de mim. Talvez o inferno ainda não tivesse terminado. Quando despertei, eu tinha voltado para a véspera do dia em que Helena pegaria meu carro.
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Ela desviou dinheiro das contas da empresa do marido e colocou a culpa no meu suposto hábito de contratar acompanhantes masculinos.
Ela estava grávida e ainda assim queria curtição, cair na farra. Então foi a uma orgia completa com o tio do marido e um grupo de associados dele. E foi assim que ela acabou sofrendo uma hemorragia.
Mas, de alguma forma, a culpa era minha. Segundo ela, era eu quem organizava esse tipo de festa.
E a versão dela dos fatos? Ela tentou me impedir, então eu a empurrei e a fiz perder o bebê.
No fim, o marido dela me enviou para um inferno de cartel no México para que eu largasse meus pecados.
Lá, o amante dela me vendeu para o distrito da luz vermelha. Primeiro veio o vício. Depois vieram as ruas.
Eu servi a todos os homens da organização deles, um após o outro. Meu corpo apodreceu. Morria lentamente, doente e sozinha.
Então quando abri os olhos novamente, eu estava de volta à noite em que minha melhor amiga sofreu um aborto espontâneo por causa da própria festa imunda.
Descobri recentemente que o macarrão PCC ganhou notoriedade como símbolo da organização criminosa de mesmo nome, e fiquei intrigado com como um alimento tão comum acabou associado a algo tão complexo. Aparentemente, tudo começou com a prática de presos usarem pacotes de macarrão como moeda de troca dentro do sistema carcerário. Era algo prático: durável, fácil de estocar e de valor reconhecido por todos. Com o tempo, o PCC adotou o macarrão como metáfora para sua rede de suprimentos e hierarquia, onde cada 'fio' representava uma conexão ou célula do grupo.
O que mais me surpreende é como o símbolo transcendeu os muros da prisão. Em comunidades periféricas, o macarrão PCC virou uma espécie de código cultural, mencionado em letras de funk e grafites. Não é sobre o alimento em si, mas sobre o que ele representa: resistência, organização e até uma certa ironia diante das adversidades. Claro, é uma faca de dois gumes, pois também reforça a imagem de criminalidade. Mas é fascinante como objetos cotidianos podem ganhar significados tão profundos e contraditórios.
No livro 'A Assassina', a personagem principal, Clara, é revelada como a assassina. Ela é uma médica respeitada que, durante anos, cuidou de pacientes terminalmente doentes, testemunhando seu sofrimento sem fim. Clara decide agir quando percebe que o sistema médico falha em aliviar a dor dessas pessoas, escolhendo 'ajudar' alguns pacientes a morrerem com dignidade. Seus motivos são complexos, misturando compaixão com um senso distorcido de justiça.
O que mais me impressiona na narrativa é como a autora constrói a dualidade de Clara. Ela não é retratada como um monstro, mas como alguém que acredita genuinamente estar fazendo o certo. A história explora os limites da ética médica e como a linha entre heroísmo e vilania pode ser tênue. A cena em que ela é descoberta, enquanto segura a mão de um paciente, é de partir o coração.
Descobri 'A Assassina' quase por acidente, numa tarde chuvosa em que fuçava a seção de livros usados da minha livraria preferida. A capa chamou minha atenção, e quando li a sinopse, fiquei intrigado. Pesquisando depois, vi que foi escrito pela Alice Kellen, uma autora espanhola que já tinha me cativado com outros trabalhos. Ela tem um talento incrível para misturar suspense com um toque de melancolia, criando tramas que grudam na mente.
O que mais me surpreendeu foi como ela constrói a protagonista — uma mulher complexa, cheia de camadas, longe dos clichês do gênero policial. Kellen mergulha fundo na psicologia dos personagens, e isso faz com que 'A Assassina' seja mais do que um simples thriller; é um estudo humano. Recomendo demais para quem gosta de histórias que mexem com a cabeça.