Cortella é daqueles autores que transformam o cafezinho da tarde em momento de reflexão. Peguei 'Por Que Fazemos o Que Fazemos?' num sebo e não esperava que fosse mexer tanto comigo. Ele fala sobre propósito profissional com uma profundidade que nenhum influencer de carreira alcança. A analogia dele entre professores e jardineiros - cuidando do terreno para florescerem diferentes tipos de plantas - mudou minha visão sobre educação. O capítulo onde discute ética nas pequenas decisões do dia a dia me fez perceber quantas escolhas automáticas a gente faz sem pensar. Livro pequeno, mas com peso de enciclopédia.
Meu primeiro contato com Cortella foi através de 'Não Espere Pelo Epitáfio', um título que já chama atenção. O livro discute como a filosofia pode nos ajudar a viver melhor, não só a pensar melhor. Ele fala de educação de maneira tão visceral que chega a ser emocionante - principalmente quando aborda o papel do afeto no processo de aprendizagem. A parte sobre como reorganizar prioridades na vida profissional me fez chorar no metrô, admito. Diferente de muitos teóricos, ele consegue ser profundo sem nunca soar arrogante ou distante.
Numa fase que estava questionando muito meu papel no mundo, 'A Sorte Segue a Coragem' apareceu na minha vida. Cortella tem essa habilidade de escrever como se estivesse conversando com você na varanda de casa. Ele desmonta a ideia de que filosofia é coisa de gente desligada da realidade - pelo contrário, mostra como ela é ferramenta essencial para educadores. A maneira como relaciona conceitos de Aristóteles com desafios atuais da sala de aula é brilhante. Fiquei especialmente marcado pela análise que faz sobre como a velocidade da informação impacta a formação do pensamento crítico. Depois desse livro, passei a consumir notícias com muito mais filtro.
Descobrir os livros do Mario Sergio Cortella foi como encontrar um mapa para navegar questões que sempre me intrigaram. Ele tem uma maneira única de misturar filosofia e educação, tornando conceitos complexos acessíveis até para quem não é acadêmico. 'Educação, Convivência e Ética' ficou meses na minha cabeceira porque ele desconstrói a ideia de que ensinar é só repassar conteúdo. A parte sobre como a tecnologia muda nossa forma de aprender me fez repensar até meu hábito de estudar pelo celular.
Já 'Filosofia e Ensino Médio' deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que acha que adolescente não consegue pensar profundamente. Cortella mostra como discussões sobre liberdade e justiça podem ser tão envolventes quanto um episódio de 'Stranger Things' quando bem conduzidas. Tenho um primo professor que adaptou as metodologias do livro e agora os alunos dele debatem Platão nos corredores da escola.
2026-07-14 11:54:28
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