Moro perto de Valparaíso e sempre recomendo ir de metrô até São Caetano do Sul (linha 2-Verde) e depois pegar um Uber ou ônibus até Santo André. O bairro é bem residencial, mas tem uns segredos bacanas: a feira livre aos domingos na Praça João Ruschel é ótima para frutas frescas, e o Teatro Municipal fica a uns 15 minutos dali. Se vier de carro, navegue pelo Waze porque o GPS tradicional às vezes não pega as ruas menores direito.
A região tem crescido bastante, então hoje já tem até uns cafés moderninhos misturados com os comércios antigos. E se gosta de história, dá uma passada no Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa – fica pertinho e conta a trajetória da cidade desde os tempos dos imigrantes.
Valparaíso fica na zona leste de Santo André, próximo ao bairro Jardim. Chega-se fácil pela Avenida Industrial – só seguir as placas para o Centro depois da curva do Shopping ABC. De ônibus, as linhas 175 e 177 da EMTU passam por ali. O bairro é simples, mas tem um charme nostálgico, com casas antigas bem cuidadas e praças onde ainda rolam brincadeiras de rua. Dica: se for de tarde, pare na Padaria Pão Dourado na Rua das Figueiras – o pão de queijo deles é lendário.
Valparaíso em Santo André é um bairro residencial tranquilo na região do ABC Paulista, conhecido por suas ruas arborizadas e comércio local aconchegante. Para chegar lá de carro, saindo de São Paulo, pegue a Via Anchieta (SP-150) e depois a Av. dos Estados, que corta o centro de Santo André. De transporte público, a linha 10-Turquesa da CPTM tem estações próximas, como Prefeito Saladino, e de lá dá para pegar ônibus municipais ou um táxi rápido. A região tem uma vibe de cidade interiorana, mesmo estando colada na metrópole – perfeita pra quem quer fugir do caos sem precisar ir muito longe.
Uma dica: se for durante a semana, evite os horários de pico porque o trânsito na Anchieta pode complicar. E se tiver tempo, vale explorar o Parque Celso Daniel, que fica ali perto – tem lago, quadras e até um mirante com vista da região. O bairro em si não é muito turístico, mas tem uns botecos tradicionais e padarias que mantêm aquele clima de 'cidade pequena' que eu adoro.
2026-07-15 21:25:56
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A Última Noite da Irmã Esquecida
Cocojam
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Na Família Valenti, você nasce com um chip.
Ele é fundido ao bio-relógio preso ao seu pulso, e sua tela digital conta, segundo por segundo, exatamente quanto tempo de vida ainda lhe resta.
Todos podiam ver os números diminuindo no relógio da minha irmã gêmea.
E no meu também.
Todos sabiam que ela morreria no dia do nosso aniversário de dezoito anos.
Por isso, Vivian se tornou a princesa intocável do nosso mundo brutal.
Todos os vestidos bordados com diamantes eram dela.
As joias mais raras eram dela.
Até o último resquício de humanidade do nosso pai pertencia a ela — aquele pequeno fragmento de afeto que ele só demonstrava depois de guardar a arma.
Eu costumava sentir pena dela.
Seu tempo estava acabando.
Mas, meu Deus… eu invejava Vivian.
Ela tinha tudo o que eu nunca tive:
O amor dos nossos pais.
Então chegou a noite da festa de aniversário de dezoito anos dela.
Meus pais estavam preocupados que eu causasse uma cena.
Que eu irritasse o Don de uma Família aliada.
Então me trancaram no porão.
Úmido.
Gelado.
Enquanto uma febre mortal queimava meu corpo.
Soquei a pesada porta de carvalho, minha voz falhando.
— Mamma, por favor! Me deixa sair! Estou queimando de febre… Minha cabeça parece que vai explodir…
Do lado de fora, a voz da minha mãe veio fria como aço.
— Chega, Sienna! Hoje é o aniversário de dezoito anos da sua irmã. O último dia de vida dela! Pare com esse teatro! Você não consegue sofrer em silêncio pela honra da Família?
— Mas eu estou muito doente…
O som dos passos dela foi se afastando até desaparecer completamente.
Então a escuridão me engoliu.
E, no meu pulso, o bio-relógio começou a piscar um alerta crítico.
ALERTA CRÍTICO: Incompatibilidade nos sinais vitais. Dados do chip pareado incompatíveis. Verifique a identidade do usuário.
Ao saber que eu estava grávida, o amor inesquecível do meu marido me empurrou de propósito do convés de um cruzeiro.
Não gritei por socorro. Em silêncio, agarrei a minha sogra, que também caíra na água, e juntas lutamos para sobreviver.
Na vida passada, clamei desesperada no meio do mar. Meu marido desceu imediatamente com homens para salvar a mim e à sua mãe. A amante, porém, manchada de sangue, atraiu tubarões e acabou devorada.
Após a morte dela, ele declarou que, por ter me empurrado, ela não merecia viver e passou a me tratar com devoção. Mas, quando meu filho nasceu, foi ele quem pegou o retrato daquela mulher e esmagou a criança com ele.
Rugiu ele:
— Você me fez perder o amor da minha vida. Agora vai provar o mesmo gosto da perda!
Lutei até o fim e o arrastei comigo para a morte. Quando abri os olhos novamente... eu estava de volta àquele mesmo mar.
A velha amiga de infância de Valentim Leal, Dalila Travassos, voltou a ocupar o banco do carona.
Dessa vez, não fiz escândalo. Fui direto pro banco de trás, sentando ao lado do melhor amigo dele, Guilherme Novaes.
Com o carro sacolejando na estrada, meu joelho roçou na coxa firme e tensa do Guilherme.
Não tirei. Ele também não se mexeu.
Na parada do posto, Dalila arrastou o Valentim pro banheiro.
Assim que as portas se fecharam, Guilherme segurou minha nuca e me beijou.
Perdida naquele beijo quente e confuso, pensei:
Desconfiar dos homens. Entender os homens. Virar um deles. Essa é a grande verdade.
No dia da emboscada, minha meia-irmã, Vivian Giordano, me empurrou para um beco sem saída para se salvar.
Desta vez, ela não fez isso. Em vez disso, me deu a chance de escapar e correu diretamente em direção aos inimigos.
Só então percebi que, assim como eu, ela também havia renascido.
Na minha vida anterior, fui resgatada por Luca Moretti, o herdeiro do Chefão da Máfia, e me casei com ele, enquanto Vivian era consumida pela inveja e pelo arrependimento.
Agora que o destino havia sido reiniciado, Vivian estava determinada a tomar aquilo que acreditava que deveria ter sido seu.
Sem que ela soubesse, o homem em direção ao qual está correndo não é salvação. Luca é o começo de um pesadelo ainda mais sombrio.
O Assento Vazio: A Filha que os Pais Deixaram para Morrer
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Durante a viagem de volta para nossa cidade natal, meu irmão começou a reclamar que estava com vontade de ir ao banheiro. Impaciente, minha mãe apressou a mim e à minha irmã:
— O próximo posto ainda vai demorar. Vão agora também, para não encherem a paciência depois.
— E andem logo. Nada de ficar enrolando.
Como sempre fazia quando ela mandava, saí correndo.
Mas, quando voltei, vi o carro da minha família já com as lanternas traseiras acesas, começando a se afastar devagar.
Lá fora, o frio cortava a pele.
E foi naquele posto de estrada, quase deserto, que entendi a verdade mais cruel de todas: meus pais tinham me deixado para trás.
Em desespero, corri e gritei:
— Pai! Mãe!
Mas o carro apenas fez a curva adiante e desapareceu no meio da rodovia.
Como se eu nunca tivesse pertencido àquela família.
Meu companheiro, Luther Evans, gastou 20 mil dólares em duas passagens de primeira classe no Moonlight Express para a Costa de Vespera. No momento em que estávamos prestes a embarcar, ele me puxou de lado e deu o meu lugar para minha irmã adotiva, Zoey Turner.
Ele explicou: — Só restou um assento vazio no trem, e o filho da Zoey nunca viu o oceano antes. Esta é a oportunidade perfeita. Crianças não podem ser separadas de suas mães, então eu vou levá-los primeiro e deixá-los acomodados, depois volto para buscar você.
Eu concordei e desci do trem, observando-o desaparecer à distância. Assim que chegaram à praia, um amigo perguntou a Luther por que eu não tinha ido junto.
Ele estava ocupado inflando uma boia de piscina para Zoey, respondendo casualmente sem levantar os olhos. — Moonlight Express passa a cada três dias. Avery Smith pode simplesmente comprar sua própria passagem e vir mais tarde. Vou comprar alguns presentes para compensá-la. Ela é muito compreensiva e não vai ficar brava comigo por muito tempo.
Um sorriso amargo surgiu nos cantos da minha boca. A família inteira sempre favoreceu Zoey, e agora até meu próprio companheiro não era diferente.
Como ninguém queria me ver de qualquer forma, decidi que iria embora em três dias.
Morando em Goiânia há anos, pegar o ônibus até o Shopping Valparaíso virou quase um ritual pra mim. A linha mais direta é a 042, que sai do Terminal Campinas e vai direto para o shopping, sem muitos rodeios. Demora uns 40 minutos, dependendo do trânsito, mas sempre coloco um podcast ou uma playlist animada pra curtir o trajeto. Se você estiver pela região da Praça do Trabalhador, a 029 também é uma boa opção, só que ela faz um loop maior antes de chegar lá.
Uma dica que dou é evitar os horários de pico, principalmente entre 17h e 19h, porque o tráfego na GO-020 fica bem pesado. E se bater aquela fome no caminho, tem umas barraquinhas perto do terminal que vendem o melhor pastel de carne seca da cidade – perfeito pra matar o tempo enquanto espera o busão.