Ortega e Wandinha em 'Merli' têm uma daquelas relações que ficam na sua cabeça por dias. Ele é o professor que desafia os alunos a pensar, e ela é a garota que já pensa de um jeito único. O que mais me surpreende é como Ortega não tenta 'domesticar' Wandinha; ele valoriza sua singularidade. E ela, que normalmente não confia em ninguém, parece ter uma brecha de confiança nele. Não é uma relação de amor ou amizade convencional, mas algo mais sutil e profundo. Eles se entendem sem precisar de muitas palavras, e isso é lindo de se ver.
Merli é uma série que me pegou de surpresa com suas nuances complexas, especialmente a dinâmica entre Ortega e Wandinha. Eles são dois personagens que, à primeira vista, parecem opostos: Ortega é o professor carismático que desafia os alunos a pensar fora da caixa, enquanto Wandinha é a estudante introspectiva, quase enigmática. Mas essa relação vai além da simples interação aluno-professor. Há um respeito mútuo que se transforma em algo mais profundo, quase como uma admiração intelectual. Ortega vê em Wandinha uma mente brilhante que não se encaixa nos moldes tradicionais, e ela, por sua vez, encontra nele alguém que a compreende sem julgamentos.
Ao longo da série, essa conexão se desenvolve de maneira orgânica. Ortega não tenta moldar Wandinha; ele a incentiva a ser ela mesma, mesmo que isso signifique questionar tudo ao seu redor. E Wandinha, que normalmente desconfia de adultos, parece abrir uma exceção para ele. Não é uma relação de dependência, mas de complementaridade. Eles são como duas peças de um quebra-cabeça que, embora diferentes, se encaixam perfeitamente. É uma das relações mais fascinantes da série, porque mostra como o aprendizado pode ser uma via de mão dupla.
A relação entre Ortega e Wandinha em 'Merli' é um daqueles casos raros em que o professor e o aluno se influenciam mutuamente de maneira significativa. Ortega, com seu jeito descontraído e filosófico, consegue atingir Wandinha de um modo que poucos conseguem. Ela, que normalmente está à margem das interações sociais, parece responder às provocações intelectuais dele com um interesse genuíno. Não é sobre ele tentar 'consertá-la' ou ela buscando aprovação; é sobre dois indivíduos que encontram um no outro um espelho para suas próprias inquietações.
O que mais me cativa nessa dinâmica é como ela escapa dos clichês. Ortega não é o típico mentor que dá lições de vida, e Wandinha não é a aluna que busca salvação. Eles simplesmente coexistêm, cada um trazendo algo único para a relação. Há momentos em que parece que Ortega aprende tanto com Wandinha quanto ela com ele. Essa reciprocidade é o que torna a relação tão especial e memorável. É como se, no meio do caos da adolescência e da vida acadêmica, eles tivessem encontrado um porto seguro um no outro.
2026-07-19 06:36:49
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A Obsessão do Alfa pela Gordinha
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Em um dia, eu era a garota gorda e indesejada, rejeitada pelo filho do Beta. No minuto seguinte, o próprio filho do Alfa apareceu... e me reivindicou.
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A Principessa Sem Memória que Renunciou ao Anel de Donna
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No submundo de Corvona, existe uma regra não dita.
Quando um Don mantém uma nova mulher ao seu lado por três meses consecutivos, a Donna deve, pessoalmente, remover o anel de sinete que simboliza seu poder e colocá-lo no dedo da nova mulher diante de toda a família.
Quando meu marido, Luca, o Don da família Bellini, anunciou que levaria Mia sozinha em uma viagem de negócios de três meses, todo o submundo de Corvona esperou que eu tivesse um colapso.
Eu estava com Luca Bellini há sete anos.
Eu o seguia por toda parte, recusando-me a sair do seu lado. Eu até acordava no meio da noite para tocá-lo, precisando saber que ele estava ali para me sentir segura.
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Mas quando Mia estendeu a mão para mim, com a voz transbordando falsidade, não derramei uma única lágrima.
Calmamente, removi o anel de sinete gravado com o brasão da família e o deslizei pelo anelar dela.
— Elara, você finalmente aprendeu o seu lugar. — Luca, recostado na cadeira de couro na cabeceira da mesa, girou o uísque em seu copo, a satisfação brilhando em seus olhos azuis frios.
Baixei o olhar para o meu dedo nu, sem dizer nada em resposta.
O que Luca não sabia era que, um mês atrás, eu havia recuperado todos os sete anos de minhas memórias perdidas.
Eu não era nenhuma órfã de rua, mas a Principessa há muito perdida da família Rossi, a mais poderosa das famílias do Velho Mundo.
Em três dias, o comboio armado do meu irmão entraria em Corvona para me levar de volta para casa.
Todos no sul da Itália sabiam que Lorenzo Moretti me amava loucamente.
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Ele também deu ordens severas para que ninguém me deixasse saber da existência dela.
Até o dia em que descobri que estava grávida.
Fui ao seu escritório para lhe dar a notícia pessoalmente, mas paralisei diante da porta ao ouvir a voz de uma jovem vinda do interior da sala.
— Lorenzo… eu estou aqui apenas porque te lembro dela?
A porta estava entreaberta, pela fresta vi uma moça que se parecia demais comigo, envolta no paletó dele e segurando o seu copo.
Fiquei ali, mal conseguindo respirar.
Então, ouvi a resposta dele:
— Não se compare a ela, ela jamais poderia ser o que você é.
Dei meia-volta e me afastei sem emitir um único som.
Naquela noite, liguei para minha mãe.
— Mãe, eu me decidi.
Houve um momento de silêncio do outro lado da linha.
— Eu quero um incêndio. — Eu disse.
— Algo de que ninguém sobreviva. Quando tudo acabar, Sofia Moretti precisará estar morta para o mundo.
Eu dediquei oito anos da minha vida a Adrian Vale.
Oito anos esperando, perdoando e fingindo que não doía toda vez que ele escolhia o próprio orgulho, a carreira ou a amiga de infância ao invés de mim.
Ele sempre dizia que me amava, dizia que o nosso casamento era apenas uma questão de tempo para acontecer. Mas, de algum modo, esse tempo nunca chegava.
No casamento da minha melhor amiga, quando o buquê finalmente caiu nos meus braços, dei a ele uma última chance. Eu só precisava ouvir uma frase.
Em vez disso, Adrian tirou o buquê das minhas mãos e o entregou a outra mulher. Ele achou que eu ia me acalmar, voltar e esperar por ele como sempre fazia. Mas ele se esqueceu de uma coisa: eu era Elena Moretti.
E quando uma Moretti parava de esperar, ela não olhava para trás.
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E meu marido havia permitido.
[Dante diz que só estando dentro de mim ele se sente homem de verdade. Você nem consegue mais deixá-lo duro, não é mesmo, querida Alessia? Talvez seja hora de sair de cena.]
Eu não respondi. Apenas fiz um único telefonema.
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Assisti, impotente, enquanto o fogo o devorava diante dos meus olhos.
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Nós escapamos a tempo, mas a sobrinha sem laços de sangue com ele ficou presa entre as chamas.
Desesperado para a resgatar, ele tentou correr de volta. Eu o segurei com todas as forças.
Quando o fogo enfim se apagou, nada restou dela além de cinzas.
Ele dizia não me culpar. Mas, três anos depois, no aniversário do nosso casamento, levou a mim e ao nosso filho para mergulhar.
Nas profundezas, com um olhar cheio de rancor, arrancou nossos tubos de oxigênio.
— Você me impediu de salvar Mafalda. Agora, pagará com a sua vida.
Chorei, supliquei, dizendo que nosso filho era inocente. Ele, porém, virou as costas sem olhar para trás.
Eu e meu filho morremos sufocados.
Somente depois da morte compreendi:
ele sempre amara aquela sobrinha perdida nas chamas e a sua raiva contra mim queimava tão fundo quanto o fogo que a levou.
Quando abri os olhos novamente estava de volta ao dia do incêndio.