Sou do tipo que ri durante filmes de terror, mas 'Smile' me deixou desconfortável de um jeito bom. A premissa parece simples—um trauma que se espalha como maldição—mas a execução é cheia de camadas. A cena do hospital, com aqueles rostos distorcidos no corredor, foi uma das coisas mais perturbadoras que vi esse ano. A Netflix acertou em escolher esse filme pra sua biblioteca.
Lembro de ter assistido 'Hereditário' no meio da madrugada e ficar completamente perturbado por dias. A Netflix trouxe algo tão visceral em 2023 com 'Talk to Me'. A forma como o filme mistura terror sobrenatural com dramas familiares é brilhante. Cada cena parece esculpir um clima de desespero que gruda na pele.
O que mais me impressionou foi a direção de arte. Os efeitos práticos e a fotografia sombria criam uma atmosfera que não depende só de jumpscares. A atuação da protagonista também carrega o filme, especialmente naquela cena do jantar, que é de arrepiar. Difícil sair ileso depois dessa experiência.
Adoro um terror que me faça pensar, e 'The Babadook' sempre esteve no meu top 3. Mas em 2023, 'No One Will Save You' surpreendeu. A protagonista não fala uma palavra sequer, e ainda assim o filme consegue transmitir tanto medo e tensão. A trilha sonora é um personagem à parte, crescendo em cada cena como um pesadelo que você não consegue acordar.
A narrativa minimalista funciona porque confia na capacidade do espectador de se perder naquelas paredes vazias e silêncios cortantes. E aquele final? Nem todo mundo vai gostar, mas é daqueles que fica martelando na cabeça por semanas.
2026-02-08 22:54:23
10
View All Answers
Scan code to download App
Related Books
A Míope se Mete num Jogo de Terror
Nanda Santos
8.3
2.6K
Eu entrei num jogo de terror e, por causa da miopia pesada, não enxerguei nada direito.
Acabei cuidando da menina sinistra de vestido ensanguentado como minha filha, tratando o Boss final como marido, e honrando as velhas entidades como meus pais.
Na primeira vez que encontrei o Boss, agarrei os músculos do abdômen dele e suspirei:
— Que corpo ótimo… Pena que só é meio baixinho.
O Boss riu de raiva, encaixou a própria cabeça de volta no pescoço e rangeu os dentes:
— Tenho 1,86m. Olha de novo agora.
Durante o plantão noturno, recusei o pedido de aplicar soro no paciente que minha irmã de criação cuidava.
Vi, com meus próprios olhos, um menino de sete anos morrer devido a uma reação alérgica causada pela medicação errada.
Na vida passada, mal tinha terminado de aplicar o soro, quando familiares furiosos invadiram o posto de enfermagem e me espancaram até meu rosto ficar irreconhecível.
Mas o soro era apenas glicose, não havia razão para acontecer algo assim.
Com a consciência turva, ouvi alguém chamar a polícia. Achei que, finalmente, a salvação havia chegado.
Jamais imaginei que seria meu próprio irmão, policial, quem me jogaria no chão.
Meu amigo de infância, agora médico legista, apresentou o laudo da autópsia e me incriminou.
Sem ter como me defender, acabei sendo espancada até a morte pelos familiares do menino, tomados pela fúria.
Até o último suspiro, não entendi por que meu irmão querido e o amigo de infância agiram assim comigo.
Quando abri os olhos novamente, estava de volta àquela noite.
Eu sou a heroína de uma história erótica.
Meu talento? Transformar qualquer coisa que seja escaldante ou gélida em algo intensamente provocante.
No primeiro dia em que cheguei a um jogo de terror, o chefe mandou todos escolherem como queriam morrer.
Eu sorri e respondi:
— Quero falta de ar, pernas trêmulas, olhos vidrados… e um prazer tão intenso que me leve à morte.
Chefe:
— ???
A bruxa disse que minha irmã mais velha morreria aos dezesseis anos, e as profecias dela nunca erravam.
Desde aquele momento, minha irmã passou a ser a pessoa mais importante da família.
A melhor carne de veado era reservada para ela. A rara pele de raposa branca era dada a ela. Todas as noites, nossos pais contavam histórias para ela dormir.
Eu sabia que ela era digna de pena, mas ainda assim me sentia magoada e ressentida.
Então, no dia em que ela completou dezesseis anos, uma dor aguda se espalhou pelo meu peito. Com medo de que eu causasse problemas, meus pais me trancaram no porão.
— Mãe, por favor… — chorei, batendo na porta. — Consigo sentir minha loba interior ficando mais fraca. Me deixa sair…
No entanto, minha mãe disse sem hesitar:
— Não! Hoje é um dia importante para sua irmã. Só resta um dia para ela. Aguente só mais um pouco…
Quando finalmente fechei os olhos e minha alma se desprendeu do meu corpo, vi a sala de estar tomada por uma luz quente de velas.
Meus pais seguravam minha irmã, viva e perfeitamente bem, enquanto choravam.
Só então percebi que a profecia da bruxa realmente nunca errava.
A escolhida para morrer nunca foi minha irmã.
Dois dias antes do Ano Novo, meu namorado, Murilo Santos, decidiu viajar para o litoral... Com a assistente dele.
— Tudo bem. — Eu disse, sem brigar, sem chorar.
Pelo contrário, ajudei a fazer as malas dele, agindo como se estivesse tudo certo.
Ele riu da minha compreensão e soltou, com aquele tom debochado:
— Agora que tá grávida, finalmente aprendeu a se comportar...
Assim que ele saiu pela porta, fui direto para a clínica. Fiz um aborto.
Na minha vida passada, eu tentei usar aquela criança como amarra. Achei que, com um filho, ele ficaria comigo.
O que aconteceu?
A assistente dele foi brutalmente assassinada na praia.
Murilo continuou com aquela máscara de frieza, como se nada tivesse acontecido...
Mas quando chegou o dia do parto, ele tirou a própria máscara.
Com uma crueldade que nem nos meus piores pesadelos eu imaginava, ele mesmo abriu meu ventre...
E matou o nosso bebê. Com as próprias mãos.
Foi ali que tudo fez sentido.
Ele nunca me perdoou. Nunca esqueceu.
Agora que voltei no tempo, só tenho um objetivo: Destruir Murilo. Fazer ele perder tudo.
Após a Grande Guerra entre os três clãs — Humanos, Dragões e Lobos — uma maldição caiu sobre os dois mais poderosos: os descendentes de sangue puro dos Dragões e Lobos perderam a capacidade de herdar todo o seu poder.
Para preservar a força de suas linhagens, os reis de cada clã passaram a depender de uma única saída: gerar herdeiros com uma mulher humana portadora de Bênçãos.
Aquele que primeiro tivesse um filho mestiço e poderoso garantiria ao seu povo o domínio sobre os três clãs por cem anos.
Em minha vida passada, fui escolhida para casar com Silas Hector, o Rei dos Lobos de Prata, um homem que aparentava ser gentil, mas escondia uma alma fria como o gelo.
Um ano após o casamento, dei à luz um filho meio lobo que herdou todo o poder da linhagem. Silas venceu a disputa, e os Lobos governaram o mundo por um século.
Minha irmã, Lucia, fascinada pelo magnífico Dragão de Prata, se casou com seu rei. Mas os dragões eram arrogantes e imprevisíveis. Em um acesso de fúria, ele destruiu o útero de Lucia e matou o filho que ela carregava. Ela ficou estéril.
Tomada pela inveja, Lucia me assassinou com uma facada em plena reunião de família.
Quando abri os olhos, voltei ao exato momento que antecedia o Casamento dos Três Clãs.
Lucia também voltou no tempo... e correu para a cama de Silas.
Mas ela não sabia de uma coisa: Silas nunca amou humanas. Ele apenas se divertia em destruí-las.
Agora, com o passado nas minhas mãos e a verdade diante dos olhos, eu não lutarei por amor. Lutarei por vingança.
Lembro de uma noite chuvosa quando decidi enfrentar 'Hereditary' na Netflix. Aquele filme me pegou de um jeito que poucos conseguiram – a atmosfera pesada, os silêncios que cortam como faca e a atuação da Toni Collette, que é simplesmente assombrosa. Não é só sobre sustos baratos; é sobre aquele terror psicológico que fica ecoando na sua cabeça dias depois. A cena do acidente de carro? Nunca mais olhei para postes da mesma forma.
E tem também 'The Babadook', que pra mim é um clássico moderno. A maneira como o filme mistura o luto, a maternidade e um monstro de conto de fadas é genial. A Netflix tem um catálogo que vai desde os clássicos até as pérolas menos conhecidas, mas esses dois são os que mais me deixaram com a luz acesa à noite.
Netflix sempre surpreende com seu catálogo de terror, e 2023 trouxe algumas pérolas que valem cada minuto de suspense. Um que me prendeu do início ao fim foi 'A Queda da Casa Usher', adaptação do Mike Flanagan baseada no conto clássico de Edgar Allan Poe. A atmosfera gótica, os diálogos afiados e aquele suspense psicológico que vai escalando até o clímax são simplesmente impecáveis. Flanagan tem essa habilidade de transformar o medo em algo quase poético, e o elenco — especialmente Carla Gugino — entrega performances de tirar o fôlego. Outro que não dá pra deixar de mencionar é 'Morte, Morte, Morte', uma comédia de terror cheia de reviravoltas e meta-humor. É daqueles filmes que você ri enquanto segura o travesseiro, porque os assassinatos são criativos e a crítica social é ácida.
Fora os originais, a plataforma também adicionou clássicos reinventados, como 'O Chamado' (a versão japonesa de 1998), que continua assustador mesmo depois de décadas. E se você curte terror internacional, 'Titane' (vencedor da Palma de Ouro em 2021) chegou à Netflix esse ano e é uma experiência visceral — corpo horror, identidade e uma narrativa que te deixa sem fôlego. Dica bônus: 'Incantation', filme taiwanês de found footage que viralizou por seus 'efeitos malditos'. A galera até brincava que assistir era arriscar azar, mas o verdadeiro terror está na narrativa que quebra a quarta parede. No fim, o que mais me cativa no terror da Netflix é essa diversidade: do psicológico ao sangrento, sempre tem algo que encaixa no seu tipo de medo.
Meu coração quase saiu pela boca quando assisti 'Hereditary' no catálogo da Netflix esse ano. Aquele filme tem uma atmosfera pesada que gruda na pele, sabe? A direção de arte é impecável, cada cena parece uma pintura macabra.
E a Toni Collette? Que atuação! A cena do acidente de carro me deixou sem dormir por dias. Não é só jumpscare barato, é um terror psicológico que mexe com traumas familiares. A Netflix acertou em relançar esse clássico moderno.
Meu coração dispara só de pensar nas séries de terror que a Netflix trouxe em 2023! 'The Fall of the House of Usher' foi uma experiência visceral, misturando o clássico de Edgar Allan Poe com um visual moderno que me deixou sem fôlego. Cada episódio é uma montanha-russa emocional, com reviravoltas que desafiam até os fãs mais hardcore do gênero.
E não posso esquecer de 'Marianne', que voltou com uma segunda temporada ainda mais assustadora. A atmosfera sombria e os momentos de terror psicológico são tão bem construídos que fiquei com medo de desligar as luzes por semanas. A série pega elementos do folclore francês e transforma em algo universalmente aterrorizante.