
Apostaram Que Eu Imploraria. Fui Embora Levando Tudo.No dia em que descobri que estava grávida de gêmeos, vi meu companheiro, o Alfa Viggo, levando outra loba para a consulta de pré-natal.
Congelei no lugar, enquanto amassava o relatório de gravidez com o meu punho.
Naquela noite, ele olhou para mim com frieza. O mesmo homem que um dia beijou cada centímetro do meu corpo, o mesmo homem que jurou ser somente meu.
— Ela está carregando meu filhote e sua loba está instável. Você terá que preparar tônicos calmantes para ela todos os dias.
— Ela é sensível, não consegue dormir sem o meu cheiro. Então leve suas coisas para a ala oeste e abra espaço para ela.
A enorme vila mergulhou em um silêncio mortal.
Minha loba uivou dentro de mim, um lamento agudo e ferido. A dor do nosso vínculo de companheiros rasgou minha alma. Ainda assim, não derramei uma única lágrima.
Peguei com calma a mala que já estava pronta e caminhei em direção à porta.
Os guardas tentaram me impedir, mas Viggo sequer levantou os olhos.
— Ela vai voltar. — Disse ele, girando o vinho na taça, com toda a arrogância de Alfa estampada no rosto. — Três dias, e é tudo o que ela aguenta. Sem o meu toque; a loba dela vai enlouquecer e ela vai voltar rastejando, implorando.
Os membros da alcateia e os aliados que tinham vindo para a nossa cerimônia explodiram em gargalhadas.
Alguns deles até fizeram uma aposta bem na minha frente, colocando em jogo uma mina de minério aurora avaliada em um milhão de dólares.
Apostaram que eu seria despedaçada pelo medo de me tornar uma loba renegada, e que antes da meia-noite, estaria de joelhos, implorando para Viggo me aceitar de volta.
Mas eles não faziam ideia, meu pai biológico já tinha enviado em segredo o símbolo da nossa família. Minha alcateia já estava à minha espera. Desta vez, eu romperia nosso vínculo para sempre.