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Sem Ciúme, Alfa

Sem Ciúme, Alfa

Por:  CocojamCompletado
Idioma: Portuguese
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Depois que perdi o bebê, larguei tudo aquilo que meu companheiro, o Alfa Rhydian, tanto odiava em mim. Parei de usar nosso vínculo para sentir onde ele estava. Conseguia dormir tranquilamente mesmo quando ele não voltava para o nosso quarto a noite toda. Nem sequer o avisei quando a lâmina de prata de um inimigo me cortou o braço durante uma escaramuça na fronteira. O médico do clã me disse para notificar minha família. Respondi com calma: — Não tenho família. O médico me reconheceu. — A senhora é a Luna. O Alfa Rhydian está no quartel-general. Devo avisá-lo? Balancei a cabeça suavemente. — Não, não precisa. Mas meia hora depois, Rhydian apareceu assim mesmo. Sua silhueta alta projetou uma sombra sobre mim, a voz fria como gelo. — Você está ferida. Por que não me chamou pelo vínculo mental? Abaixei os olhos. — É só um arranhão. Não há necessidade de incomodar o Alfa. Um rosnado surdo vibrou em seu peito. O ar ficou carregado de tensão com a raiva dele. Ele estava prestes a falar quando um guarda sussurrou do lado de fora da porta: — O Alfa se preocupa tanto com a Isla. Ela só espetou o dedo num espinho de rosa, e ele lhe deu a erva das luas, a mais preciosa do clã. Vi sua mandíbula se contrair. Seus olhos cinza-azulados me varreram, à procura da fúria ciumenta que eu sempre costumava demonstrar. Não dei a ele coisa alguma. Nem ao menos piscei. Simplesmente me recostei nos travesseiros baratos do hospital e fechei os olhos. Mas a compostura de Rhydian finalmente desmoronou.

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Capítulo 1

Capítulo 1

O silêncio dentro da caminhonete do Alfa era sufocante. Ele finalmente o quebrou, a voz baixa:

— Não dê ouvidos a eles. Estava apenas cumprindo meu dever como Alfa. Isla é uma Ômega do nosso clã. Claro que preciso ajudá-la quando ela está ferida.

— Hm — murmurei, sem acrescentar mais nada.

Eu sentia o olhar dele me queimar.

De repente, Rhydian explodiu. O ar ficou pesado, impregnado pelo poder do Alfa, sufocando o espaço exíguo da caminhonete.

— Você não acredita em mim? Ainda está fazendo drama por causa da perda do filhote? Calista… voltei para você. O que mais você quer?

Meus dedos tremeram levemente. Fitei a janela, observando a noite passar, recusando olhar para ele.

— Eu acredito em você — disse em voz baixa. — Só achei que não era nada demais, então não quis te incomodar. Vamos pra casa.

A mesma resposta robótica e vazia de sempre.

Seus nós dos dedos ficaram brancos no volante. Ele pisou fundo no freio.

O rangido dos pneus rasgou o silêncio da propriedade, assustando os membros do clã que caminhavam por ali após o banquete da noite.

Minha cabeça se ergueu de repente. Uma figura esguia tremia sob um poste solitário.

Ela estava com os braços em volta do próprio corpo, a ponta do nariz vermelha, com um ar frágil e lastimável.

No momento em que a luz da lua iluminou seu rosto, o ar dentro da caminhonete congelou.

"Isla… O que ela está fazendo aqui?"

Senti os músculos de Rhydian se tensionarem, ouvi a respiração quase imperceptível que ele prendeu.

Antes, ver Isla me faria perder o controle.

Eu teria gritado, exigindo saber por que ele estava sempre lá quando ela precisava. Teria brigado por ela conseguir prender sua atenção com tanta facilidade.

Lágrimas, histeria, a dor dilacerante do nosso vínculo de companheiros.

Agora, apenas lancei um olhar para ela e desviei o rosto.

— Se você precisar patrulhar o território, eu volto a pé.

Empurrei a porta. Uma rajada de ar gelado da madrugada entrou. Antes que ele pudesse responder, eu já estava indo embora.

— Calista!

Ele me alcançou e agarrou meu pulso. O aperto foi tão forte que me fez estremecer.

— Rompi com ela! — rosnou, a voz carregada de uma raiva desesperada. — Por que você não acredita em mim?

Olhei nos olhos dele.

Os mesmos olhos cinza-azulados que um dia arderam apenas por mim.

Agora estavam cheios de raiva, confusão, e algo que eu conhecia muito bem — culpa.

— Eu acredito em você — assenti, a voz ainda calma como água parada. — Ela é apenas uma Ômega. A vida é difícil pra ela no clã. É normal demonstrar alguma preocupação, mesmo com um membro comum. Eu entendo.

Rhydian fitou meu rosto. Estava vazio. Não era o meu jeito de fazer bico.

Algo estava errado. Muito errado.

Meu ciúme costumava ser sufocante. Se eu sentisse o menor traço do cheiro de outra mulher nele, o interrogava até amanhecer.

Agora, eu estava sendo exatamente o que ele sempre quis: quieta, compreensiva e razoável.

Observei a confusão travar uma batalha com a culpa em seus olhos. Ele parecia um homem se afogando, e eu era a tempestade da qual ele não conseguia escapar.

— Boa noite, Rhydian.

Soltei minha mão e me virei.

Ouvi seus passos me seguirem, depois pararem.

Eu sabia que ele havia feito sua escolha. A mesma de sempre.

Na curva da propriedade, parei e olhei para trás.

A silhueta imponente de Rhydian estava ao lado da caminhonete.

Ele tirava o próprio paletó e o colocava delicadamente sobre os ombros de Isla.

Ela ergueu o rosto para ele, os olhos cheios de lágrimas de gratidão.

Virei a cabeça de vez, tentando apagar aquela imagem da minha mente.

Por fora, eu conseguia manter a calma. Mas minha loba uivava de dor.

Como poderia ser diferente?

Piscei para conter o ardor nos olhos e fui embora apressada.

Um momento depois, meu celular vibrou.

Na tela, lia-se: "Jaxon — Alfa do Clã Ashstone."

Atendi.

— Calista, está tudo confirmado quanto aos direitos de voto dos seus pais no Conselho dos Alfas e à sua herança territorial.

A voz de Jaxon era firme e forte, carregada de um calor que eu não sentia há muito tempo.

— Quando você pode vir para finalizar a transferência?

Fixei o olhar nas duas figuras abraçadas ao longe.

A mão de Rhydian acariciava o cabelo de Isla. Igual ao que ele costumava fazer comigo.

— Dez dias — respondi, a voz morta como água parada. — Depois que o conselho aprovar meu pedido para romper o vínculo de companheiros.

— Tem certeza? — perguntou Jaxon, preocupado. — Uma vez que o ritual começar, não tem volta.

Lancei um último olhar para os dois.

Depois me virei e caminhei em direção à mansão.

Enquanto as luzes da propriedade se tornavam borrões pela janela, respondi com calma:

— Meu amor por ele morreu junto com o nosso bebê. Agora, só quero ir embora daqui de uma vez.
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