Os zumbis de 'The Last of Us' são uma reviravolta assustadora e fascinante no gênero. Enquanto os tradicionais são lentos e movidos por um desejo básico de carne, os infectados do jogo são resultado de um fungo chamado Cordyceps, que controla o corpo e a mente de forma mais visceral. A progressão da infecção é dividida em estágios, desde os Corredores, ainda humanosoidos, até os Stalkers e Clickers, que perderam completamente a humanidade. O design sonoro dos Clickers, com seus estalidos ecoantes, cria uma atmosfera de terror único, diferente do silêncio ou gemidos clássicos.
Outro aspecto que diferencia é a inteligência residual. Stalkers, por exemplo, escondem-se e emboscam, mostrando um comportamento quase predatório. O Bloater, estágio final, é uma aberração resistente e letal, algo que zumbis comuns não alcançam. A narrativa do jogo também explora a tragédia por trás da infecção, tornando-os mais do que monstros—são vítimas de um apocalipse biológico. Essa camada emocional falta nos zumbis tradicionais, que raramente têm backstory.