Peachy
Levei meu filho recém-nascido à propriedade da família do meu marido para o batizado.
A sobrinha dele, Bianca, de apenas dez anos — a princesinha mimada da família — empurrou o carrinho do meu bebê direto para a parte mais funda da piscina, cuja água estava congelante.
Meu filho afundou até o fundo.
O tilintar das taças de champanhe abafou os últimos sons de sua luta desesperada pela vida.
Mergulhei na água como uma louca, mas tudo o que consegui tirar de lá foi um corpinho frio e sem vida.
Como Bianca era "sangue da família", o assassinato foi considerado um trágico acidente.
Meu sogro, o Don, me deu um cartão black sem limite como "compensação".
Mas eu não queria dinheiro. Queria meu filho. Queria meu Nico!
Caí de joelhos e implorei ao meu marido, Matteo, que vingasse nosso bebê.
Em vez disso, ele apenas abraçou a sobrinha aos prantos e me encarou com os olhos vazios.
— Mandy, ela é só uma criança. Vai mesmo destruir uma vida por causa de um erro?
Sem poder me vingar, definhei em nossa cobertura durante aquele longo inverno, até morrer completamente despedaçada.
Quando abri os olhos outra vez, estava de volta ao dia do batizado.
O braço do meu marido envolvia minha cintura, enquanto seus beijos quentes desciam pelo meu pescoço.
— Nosso menino receberá a bênção do padre hoje.
Eu o empurrei no mesmo instante.
Liguei para meus seguranças pessoais e ordenei que levassem meu filho imediatamente para a propriedade da minha família, onde ele estaria seguro.
Mas, mais tarde naquele mesmo dia, ainda havia um corpinho boiando na piscina.