LOGIN— Doutora, dá para fazer uma cirurgia para alargar a vagina? O pênis do meu marido é grande demais… eu não aguento mais. Eu olhei para a paciente à minha frente, com aquele rostinho delicado e inocente, e fiquei surpresa. Muitas garotas procuravam o meu consultório para fazer cirurgia, mas quase todas queriam estreitar a vagina ou reconstruir o hímen. Quase ninguém vinha pedindo para alargar o colo. Depois de fazer as perguntas de praxe, eu examinei a garota. Percebi que o canal vaginal dela era mesmo um pouco estreito, mas ainda não chegava ao ponto de precisar de cirurgia. Eu não resisti e tentei aconselhá-la, mas a garota balançou a cabeça e recusou: — O pênis do meu marido é muito grande. Ele tem medo de me machucar, então sempre se segura ao máximo. Eu não quero ver ele sofrendo desse jeito. Doutora, por favor, marque a cirurgia o quanto antes. Na mesma hora, eu pensei em Rivaldo Malta. Ele também era muito bem-dotado, e, em várias ocasiões, ele acabou me machucando. Eu senti minhas bochechas esquentarem. Eu tratei de afastar aqueles pensamentos e marquei a cirurgia para ela. Nesse momento, a porta se abriu de repente e um homem entrou a passos largos. Eu ia falar alguma coisa, mas vi a garota se jogar nos braços dele e chamar: — Meu amor! Encarei os dois abraçados bem na minha frente e senti o sangue gelar nas veias. No fim das contas, o tal "marido" de quem ela falava era o mesmo homem com quem eu tinha sido casada por dois anos.
View MoreUm mês se passou, e aos poucos comecei a sair da escuridão do trauma.As fraturas nos punhos e nos dedos tinham sido reparadas, mas, como o tratamento demorou demais, eu nunca mais poderia segurar um bisturi.Seria mentira dizer que eu não estava arrasada. Mas, em algum momento, a vida precisava continuar.Então eu me matriculei em uma aula de desenho. Eu queria descobrir como seria trocar o bisturi por um pincel.Assim que a aula daquele dia terminou, olhei para o desenho no cavalete e senti uma pontinha de orgulho nascer.Só que, quando eu saí da sala, uma voz familiar soou atrás de mim:— Nilda.Ao ouvir o meu nome, eu congelei inteira. Eu apertei a palma da mão com força, respirei fundo e me virei para encarar Rivaldo, falando com uma calma tão fria que soava distante:— O que você veio fazer aqui?Rivaldo apagou o cigarro entre os dedos e caminhou na minha direção:— Eu vim te levar de volta para casa.A frase era tão absurda que dava vontade de rir. Deixei um sorriso de deboche e
Talvez Rivaldo não me amasse, mas ele não permitiria que Jaqueline fizesse tudo aquilo pelas costas dele. Muito menos que ela deixasse outros homens me estuprarem.No passado, Rivaldo gostava de Jaqueline pela aparente ingenuidade e pela energia que ela tinha. Só que, naquele momento, quando ele olhava para Jaqueline, ele só conseguia vê-la como uma cobra venenosa, sussurrando palavras bonitas enquanto espalhava veneno.Mesmo quando se tratava de alguém de quem ele não gostava mais, depois de conviver por anos, algum tipo de sentimento sempre acabava existindo.Jaqueline achava que tinha feito tudo às escondidas, sem deixar rastro. Não esperava que Rivaldo descobrisse tão rápido. A expressão dela desandou em puro pânico. Ela correu e se agarrou ao braço dele:— Rivaldo, fiz isso porque amo muito você. Morro de medo de que Nilda tire você de mim. Desculpa. Não fica bravo comigo, por favor.Rivaldo se desvencilhou dela com frieza:— Se você queria punir ela, tinha outras formas de fazer
Os estagiários de medicina se entreolhavam, tremendo, sem coragem de abrir a boca. Nenhum deles era burro: se falassem a verdade, o futuro profissional de todos acabaria ali.Rivaldo percebeu na hora o que eles estavam pensando. Ele lançou um olhar para os seguranças atrás dele, e os homens partiram para cima sem hesitar.Em poucos segundos, todos estavam no chão, apanhando até caírem de joelhos, pedindo misericórdia. Um deles, com o rosto inteiro coberto de sangue, começou a gritar antes dos outros:— A gente… a gente estava fazendo aula prática… Era um procedimento cirúrgico de treinamento…A mão de Rivaldo deu uma leve tremida. Aula prática… Será que aquilo era só coincidência?— E quem era a pessoa que vocês usaram como cobaia?Os rapazes começaram a balançar a cabeça ao mesmo tempo, chorando desesperados:— A gente não a conhecia, a gente só foi mandado para cá e não sabia de nada.— É isso mesmo, a gente não sabia de nada, por favor, solta a gente…Rivaldo olhou para eles com fri
Em cima da mesa de cirurgia havia sangue demais…Rivaldo se lembrou do que aqueles estudantes de medicina tinham comentado minutos antes e foi tomado por uma inexplicável sensação de pânico:— Quem é essa mulher?Um nome surgiu em sua mente, mas, no segundo seguinte, ele mesmo descartou a ideia.Aquilo só podia ser coincidência.Rivaldo ligou imediatamente para a secretária:— Eu quero que você descubra para onde levaram a Nilda.Para Rivaldo, naquele momento eu não tinha nenhum motivo para estar no hospital.Ele tinha prometido para Jaqueline que ia me transformar em "cadáver de anatomia" para as aulas práticas, mas, na verdade, ele jamais tinha dado essa ordem. Ele tinha falado aquilo só para acalmar a fúria de Jaqueline.De um jeito ou de outro, eu ainda era a esposa dele e, com o orgulho que Rivaldo tinha, ele nunca permitiria que outro homem encostasse em mim.Mesmo assim, as frases dos estagiários de medicina continuavam ecoando nos ouvidos dele.Rivaldo franziu o cenho, tomado p












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