A BABÁ DA MINHA SOBRINHA
Luna
O sol da tarde da cidade entrava pelas imensas vidraças da mansão, mas o que iluminava o ambiente não era a luz natural, e sim o som que eu nunca imaginei que ecoaria por aqueles corredores de mármore: risadas puras, agudas e absolutamente genuínas.
Do meu escritório, com a porta entreaberta, eu observava a cena. Luna estava descalça, com um vestido de algodão leve que dançava ao redor de suas pernas enquanto ela corria atrás de Clara. Elas estavam brincando de "pega-pega" pela sala de estar, driblando os sofás de couro italiano e as esculturas caríssimas que, para Clara, agora eram apenas obstáculos divertidos em seu percurso de fuga.
— Você não me pega, Luna! — Clara gritava, os cachi