Comprada pelo beta, marcada pelo alfa
🌕🐺 Saphira D’Argenn,
Meu pai abriu o coração tarde demais. Tarde demais para ele, tarde demais para a minha mãe e infinitamente tarde demais para mim.
Durante anos, vi o Alfa da nossa alcateia caminhar pela casa como um deus de pedra, fingindo que não sentia o puxão inevitável da vida, fingindo que não era guiado pela Deusa da Lua como todos os outros. Para ele, o amor era uma falha no sistema, uma brecha na armadura. Alegava com a voz cheia de arrogância que sentimentos eram fraquezas, e que fraquezas jamais pertenceriam a um verdadeiro Alfa.