O sabor da vingança
Cada estocada era seca, forte, pra calar as vozes na minha cabeça, pra apagar o rosto da morena que insistia em voltar.
A ruiva arfava, gemia alto, jogava o cabelo vermelho pra trás, tentando me enlouquecer. Eu queria arrancar aquele som dela, queria que ela lembrasse de mim toda vez que sentisse dor entre as pernas. Segurei firme na nuca dela, empurrei mais fundo, até sentir o pau latejar.
Mas, mesmo ali, metendo forte, a imagem da morena não sumia. Os olhos dela, a boca trêmula, a lágrima escorrendo devagar… Porra, que merda era essa?