ENTREGUE AO DOM
—A lista de clubes aparecia uma a uma, cada nome mais obscuro que o anterior, enquanto os endereços se desdobravam em locais que não existiam em mapas comuns, sussurros de operações que dançavam na linha entre realidade e ilusão.
Eram, de fato, portais para o submundo, camuflados pela neblina de camadas sucessivas de anonimato, criptografia, corrupção e medo.
— Esses clubes eram como fantasmas em uma casa assombrada, esquivando-se constantemente da luz da lei, invisíveis e inatingíveis, mas muito vivos nas noites obscuras, alimentando a imaginação e a curiosidade dos que ousavam aproximar-se.