EU NÃO SOU SUBMISSA
Mas a voz da terapeuta ecoava em minha mente: “Se você quiser realmente se libertar, precisa encarar as tentações de frente. Reconhecer que elas não têm mais poder sobre você.”
Cheguei à portaria do prédio dela. Ela já me esperava. Vestia um vestido justo, vermelho, que parecia ter sido escolhido a dedo para me provocar lembranças. O batom da mesma cor realçava o sorriso insinuante.
— Oi, Adam — disse, inclinando-se pela janela do carro. — Não quer subir?
Balancei a cabeça, firme.