MÁQUINA DO DESEJO
Um drone-pombo passou voando tão perto da janela que quase me abaixei.
Fiquei uns bons minutos ali, de boca aberta. E nem era pela cidade. Era pela certeza. Aquilo ali não era 1900, nem 2025. Eu estava em outro planeta — ou, o que dava no mesmo: em outro tempo.
Do lado da tela/janela/parede maluca, surgiu uma espécie de painel com símbolos brilhantes, como se soubesse que eu estava ali. Toquei de novo. Mudou de cena. Agora mostrava o que parecia ser o interior da casa: corredores longos, mais cabines como a minha, uma sala enorme com um globo flutuando no meio, e o laboratório.