DESTINO NO MORRO
O homem se aproxima devagar, passando por entre as mesas, e Lavínia, sem noção nenhuma e toda alegre, vira-se para mim e fala alto, sorrindo:
— Vitória, esse é o Grego, amigo do LK e o dono do morro, o chefe de tudo e todos daqui!
Pronto. Foi o suficiente para me fazer tremer inteira, as mãos suaram frio. Como assim, dono do morro? Porra, um traficante! Meu Deus, eu vou morrer, eu vou desmaiar aqui mesmo, na frente dos meus filhos.
— Vitória? Tô falando com você, menina, tá ouvindo? — Lavínia me chama, mexendo no meu ombro, estranhando o meu silêncio e a minha cara de pânico.