Amor entre Sombras e Brisas
Ela avançou, tal como a aquosa noite precedida pelas trevas, acolhendo cada pedacinho de escuridão, abafando e espremendo e trancafiando a energia sombria num cofre dentro de si, aos poucos, com todo o cuidado do mundo para que Donaldo não desconfiasse de nada, para que as sombras ou seus demônios não o alertassem.
Volta e meia, Donaldo a beijava, ao que ela sentia o gosto das trevas conforme elas a penetravam como serpentes disformes. À luz das lampadas de querosene, eles se entrelaçavam, assim como suas línguas, enquanto o mundo se agitava em volta deles. Descendo e subindo, de novo e de novo e de novo...