A ARMADILHA DA MINHA SOGRA
A comida trazida pela minha captora se confundia com a lembrança dos almoços compartilhados em silêncio com minha mãe.
A desesperança pairava sobre mim, densa como a neblina de um amanhecer melancólico. Tinha que encontrar uma saída, não apenas por mim, mas também pela inocente vida que se formava em meu ventre. As paredes pareciam se fechar, cada pedra fria um testemunha muda. As sombras brincavam entre si, formando figuras que desafiavam toda lógica: figuras humanas distorcidas pelo medo e pela escuridão, sussurros que se perdiam no eco do porão. Tentava gritar, mas minha voz se afogava no vazio, um sussurro a mais no coro silencioso do terror.