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Ravenna Sinclair
Ravenna Sinclair
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Novels by Ravenna Sinclair

Algumas Cartas Nunca Deveriam Ser Respondidas

Algumas Cartas Nunca Deveriam Ser Respondidas

Scarlett Sinclair encontrou na rotina a sua maior segurança, acreditando que a beleza da vida residia na simplicidade e na previsibilidade dos seus dias. Trabalhadora de uma livraria antiga, ela jamais imaginou que sua realidade calma mudaria ao folhear “O que os olhos não vêem, mas o coração sente” e encontrar, na página 18, um envelope misterioso. Sem remetente, sem endereço, apenas selado com cera preta e a inicial K, a carta trazia desabafos sombrios de um desconhecido que se via aprisionado na própria existência. Ele confessava, em palavras enigmáticas, não ter nada que o prendesse ao mundo, nenhuma luz ou motivo para permanecer, e admitia estar prestes a seguir um caminho silencioso do qual não haveria retorno. Tocada por uma compaixão que não compreendia, Scarlett respondeu também por enigmas, deixando claro que a vida é muito mais do que uma prisão, e que sempre há beleza e esperança nos detalhes invisíveis aos olhos. Selou sua mensagem com cera vermelha e a inicial S, iniciando um vínculo secreto onde ambos permaneciam no anonimato: ele não sabia quem ela era, ela não tinha ideia de quem ele poderia ser, apenas sentia sua dor. Ela deixou um pequeno adesivo com a letra K como sinal de que havia entendido e acolhido suas palavras. Ao retornar, encontrou um novo livro marcado com a sua própria inicial. Lendo sua resposta, descobriu que suas frases doces haviam se tornado o único motivo para ele adiar o fim e continuar vivendo. Agora, entre livros, páginas específicas e segredos trocados no silêncio, Scar se tornou a luz na escuridão de um homem, e ele se tornou o mistério que deu sentido à sua rotina. Uma conexão perigosa nascia: feita apenas de palavras, sentimentos e a certeza de que, mesmo invisíveis, os corações podiam se encontrar.
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Chapter: A segunda caixa...
Por alguns segundos, ninguém se moveu.A frase continuava diante de mim.A segunda está onde tudo começou.E, abaixo dela:N.Não era apenas uma pista.Era uma provocação.Como se alguém soubesse exatamente quais perguntas estávamos fazendo e tivesse decidido responder apenas o suficiente para nos manter procurando.Kellan ainda segurava a fotografia.— Precisamos sair daqui — disse.— Não.Ele me encarou.— Scarlett.— Não vou sair agora.— Alguém esteve aqui.— Eu sei.— E sabe o que isso significa?— Que estamos perto.— Ou que alguém quer que pensemos isso.A resposta me fez parar.Ele tinha razão.Aquela era a primeira coisa que eu precisava aprender sobre tudo envolvendo N.Nem toda pista levava a uma resposta.Algumas levavam a outras pistas.Outras levavam a armadilhas.E talvez algumas tivessem sido colocadas ali justamente para que nós encontrássemos.Olhei novamente para a fotografia.— "Não confie no primeiro Hawthorne que encontrar."— Eu vi.— Você acha que é sobre você?
Last Updated: 2026-09-24
Chapter: O que aconteceu depois das cartas
Acordei antes de Kellan.Por alguns segundos, não soube onde estava.O teto desconhecido.A luz pálida entrando pelas cortinas.O silêncio diferente daquele da biblioteca.Então me lembrei.A casa de Kellan.A caixa 27.N.Sandy.As cartas.Tudo voltou de uma vez.Sentei-me devagar e procurei meu celular sobre a mesa ao lado. A tela marcava pouco depois das sete da manhã.Havia uma mensagem.De Sandy.Precisamos conversar. Sozinhas.Meu estômago se apertou.Li novamente.Não havia explicação.Nenhum emoji.Nenhuma segunda mensagem tentando amenizar o tom.Apenas aquilo.Levantei-me e caminhei até a janela.A rua estava quase vazia. Algumas folhas se moviam com o vento, e o céu carregava aquela tonalidade cinzenta que parecia anunciar chuva.Atrás de mim, ouvi passos.— Você sempre acorda tão cedo?Virei-me.Kellan estava na porta.Parecia tão cansado quanto eu me sentia.— Recebi uma mensagem da Sandy.O rosto dele mudou imediatamente.— O que ela disse?Mostrei a tela.Ele leu.Depoi
Last Updated: 2026-09-24
Chapter: Pessoas costumam fazer isso quando querem conhecer alguém.
Sandy foi a primeira a se mexer. Ela recolheu duas das cartas que estavam sobre a mesa e as devolveu à caixa 27, com o cuidado de quem guardava algo frágil demais para ser deixado exposto. — Eu preciso resolver uma coisa — disse. Olhei para ela. — Agora? — Agora. A resposta veio rápido demais. Kellan desviou os olhos, mas não antes que eu percebesse o pequeno sorriso no canto de sua boca. Sandy percebeu também. — Não façam essa cara — falou, fechando a tampa da caixa. — Não estou abandonando vocês. Só estou dando a oportunidade de conversarem sem alguém interromper a cada cinco segundos. — Você não interrompeu — disse Kellan. — Eu interrompi várias vezes. — Você fez perguntas importantes. — O que é uma forma elegante de dizer que interrompi. Ele soltou uma risada baixa. Foi a primeira vez que o vi rir daquela maneira. Sem ironia. Sem a sombra que geralmente parecia acompanhar cada expressão dele. O som foi breve, mas ficou na sala depois que terminou. Sandy colocou
Last Updated: 2026-09-17
Chapter: Duas caligrafias
Voltei a olhar para as cartas espalhadas sobre a mesa. Durante meses, eu havia acreditado que todas aquelas palavras pertenciam à mesma pessoa. K. Uma única inicial. Uma única voz. Um único homem escondido atrás de envelopes, páginas e silêncios. Agora eu sabia que não era tão simples. Havia duas histórias. Dois irmãos. Duas vozes. Duas formas completamente diferentes de amar. Peguei uma das cartas antigas da caixa 27. — Elas são diferentes. Sandy estava do outro lado da mesa. — Finalmente você percebeu. Olhei para ela. — Como eu não percebi antes? — Porque você estava procurando por K. Passei os dedos pela folha. — E encontrei N. — Encontrou os dois. A frase me fez parar. Coloquei a carta de N ao lado de uma das cartas que Kellan havia escrito para mim. Durante alguns segundos, apenas observei. A diferença estava nos detalhes. A caligrafia de N era mais delicada. As letras pareciam inclinadas para a esquerda, como se ele tivesse o h
Last Updated: 2026-09-15
Chapter: Dois lados da mesma história
Fiquei olhando para o envelope branco. A frase escrita atrás continuava diante dos meus olhos. “Se você chegou até aqui, então K finalmente encontrou alguém em quem pode confiar.” Levantei o olhar. — Sandy... Ela estava perto da porta. — O quê? — Por que N confiava tanto em Kellan? Sandy não respondeu imediatamente. Kellan permaneceu em silêncio. Havia alguma coisa naquele silêncio. Alguma coisa que eu ainda não compreendia. — Vocês eram amigos? — perguntei. Sandy olhou para Kellan. Ele desviou o olhar. — Não exatamente. Meu coração apertou. — Então o que vocês eram? Sandy respirou fundo. — Scarlett... Ela caminhou até mim. — Existe uma coisa que eu deveria ter contado desde o começo. Meu coração acelerou. — O quê? Ela olhou para Kellan. Depois voltou a me encarar. — Kellan e N não eram apenas pessoas que se conheciam. Franzi a testa. — Então eram o quê? Sandy segurou o envelope branco. — Eles eram irmãos. Fiquei imóvel.
Last Updated: 2026-09-15
Chapter: o último segredo de N
As palavras de Kellan permaneceram entre nós. Eu deveria ter perguntado sobre ele. Sobre seu nome. Sobre por que havia passado tanto tempo escondido. Mas meus olhos continuavam presos à caixa 27. — Antes de saber quem você é... Minha voz saiu baixa. — Eu preciso saber por que ela existe. Kellan olhou para a caixa. Por alguns segundos, não disse nada. Então entrou no arquivo. Sandy permaneceu imóvel. — Você nunca contou para ela? — perguntou Kellan. — Eu não sabia se deveria. Ele assentiu. Depois olhou para mim. — Então eu vou contar. Kellan se aproximou da caixa. Passou os dedos pela madeira envelhecida. — N criou a caixa 27 porque sabia que alguém tentaria apagar a história dele. Franzi a testa. — Quem? — A família. Meu coração apertou. — A família de Sandy? — A minha também. Fiquei em silêncio. Kellan continuou: — N descobriu coisas que não deveria ter descoberto. — Que coisas? — Documentos. Cartas. Acordos. Ele olhou par
Last Updated: 2026-09-15
Love In The Dark

Love In The Dark

Ela entrou na VOSSEN para sobreviver. Ele construiu a VOSSEN para nunca perder o controle. Kiara Voss nunca imaginou que aceitar um emprego em uma das casas de moda mais poderosas do mundo a colocaria tão perto de um homem que deveria permanecer intocável. Trabalhando nos bastidores da luxuosa VOSSEN Atelier, ela é apenas mais uma funcionária em meio a modelos, estilistas, câmeras e roupas que custam mais do que ela jamais poderia pagar. Até que os olhos do CEO começam a encontrá-la pelos corredores. Ele está acostumado a ter tudo o que deseja. Mulheres bonitas, poder, dinheiro e uma empresa construída sobre um legado que sua família protege há décadas. Kiara, porém, não se curva diante dele. E talvez seja exatamente isso que desperte algo que ele passou a vida inteira tentando controlar. Entre olhares demorados, provocações perigosas e uma atração impossível de ignorar, os dois se aproximam sem perceber que existe um segredo enterrado no passado da VOSSEN. Um segredo ligado ao sobrenome dela. Porque Kiara Voss não é apenas uma funcionária. E quando a verdade vier à tona, eles descobrirão que algumas histórias de amor não começam por acaso. Algumas são escritas muito antes do primeiro encontro. E algumas podem destruir tudo. Desejo. Poder. Segredos. Na VOSSEN, nada é o que parece.
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Chapter: O que ainda permanece
O celular permaneceu na minha mão mesmo depois que a mensagem desapareceu.Por alguns segundos, nenhum de nós disse nada.O silêncio daquele porão parecia diferente agora.Antes, ele era apenas vazio.Agora parecia esconder olhos.Como se as paredes soubessem exatamente o que tínhamos acabado de descobrir.— Vamos embora — Ian disse.Olhei para ele.— Embora?— Por algumas horas.— Ian...— Kiara, você acabou de desmaiar.— Eu estou bem.— Você acabou de ter lembranças que nem sabia que existiam, descobriu que alguém apagou parte da nossa história e recebeu uma mensagem de uma pessoa que sabe exatamente o que estamos fazendo.Ele fez uma pausa.— Acho que merecemos algumas horas sem procurar respostas.Eu queria discordar.Queria dizer que não podíamos parar.Que cada minuto importava.Mas, pela primeira vez desde que tudo aquilo começou, eu estava cansada.Não apenas fisicamente.Cansada de descobrir pedaços de uma vida que eu não lembrava de ter vivido.Cansada de olhar para fotogra
Last Updated: 2026-09-23
Chapter: O que ficou debaixo da terra
Na manhã seguinte, a mensagem continuava na tela do meu celular. A segunda está onde tudo começou. Eu havia dormido pouco. Na verdade, quase não dormi. Passei horas olhando para o teto, tentando decidir o que aquela frase significava. O hospital Lee? A clínica? A casa do meu pai? Ou talvez algo ainda mais antigo. Ian apareceu na minha frente pouco depois das oito da manhã. — Você descobriu alguma coisa? Balancei a cabeça. — Nada. Ele olhou para o celular. — Então vamos descobrir juntos. A palavra ficou na minha cabeça. Juntos. Talvez porque, desde que tudo aquilo começou, essa fosse a primeira vez que eu não sentia que estava carregando o passado sozinha. --- O hospital Lee parecia ainda mais vazio durante o dia. A parte abandonada continuava isolada, coberta por poeira e pelo silêncio de um lugar que havia sido esquecido. Descemos até o porão. Ian carregava uma lanterna. Eu segurava a pasta com os documentos que havíamos encontrado. — A entrada subterrânea dev
Last Updated: 2026-09-16
Chapter: Em Quem Eu Realmente Confiava?
Kiara A casa de Ian parecia diferente naquela noite. Talvez porque, pela primeira vez, eu não estivesse ali apenas como alguém tentando descobrir respostas. Eu estava entrando no lugar onde ele guardava as próprias perguntas. Assim que fechamos a porta, ele colocou a caixa de documentos sobre a mesa. — Trouxemos tudo? Olhei para a caixa. — Tudo. Ian respirou fundo. — Então vamos começar. — Agora? — Se deixarmos para amanhã, provavelmente nenhum de nós vai dormir. Soltei uma risada curta. — Você tem razão. Sentamo-nos à mesa. A primeira coisa que fizemos foi organizar os documentos. Relatórios médicos. Registros de entrada. Anotações. Fotografias. Páginas incompletas. Tudo parecia fazer parte de uma história maior, mas as peças não se encaixavam. Ian abriu um dos documentos. — Olha isso. Aproximei-me. Era o registro de Killian Voss. Meu pai. Ainda era estranho ver aquele nome escrito em documentos oficiais. — Ele esteve na clínica várias vezes. — Quantas?
Last Updated: 2026-09-15
Chapter: A Porta Subterrânea
Saímos da sala dos arquivos. Eu ainda segurava a fotografia de Killian contra o peito. Não conseguia parar de olhar para aquele rosto. Meu pai. O homem que eu não lembrava. O homem que, aparentemente, havia tentado me encontrar. Caminhamos pelo corredor em silêncio. Então ouvi um som. Toc. Parei. Ian também. — Você ouviu? Ele levantou o celular, iluminando o corredor. — Ouvi. Ficamos imóveis. Nada. Apenas o silêncio do prédio abandonado. Então veio novamente. Toc. Dessa vez, mais forte. O som vinha do final do corredor. Olhei naquela direção. Havia uma porta que não tínhamos visto antes. Uma porta de metal. Escura. Sem maçaneta aparente. Acima dela, uma pequena placa enferrujada. SUBSOLO — ACESSO RESTRITO. Meu coração acelerou. — Essa porta não estava na planta. Ian se aproximou. — Não. Ele iluminou a parede ao redor. Havia marcas antigas. Como se alguma coisa tivesse sido arrastada várias vezes pelo chão. — Tem alguém aqui? — perguntei. Minha própr
Last Updated: 2026-09-14
Chapter: Killian Voss?
Kiara voss Acho que acabamos de descobrir quem eu sou. A voz de Ian ainda ecoava na minha cabeça. Ele permanecia diante daquele quadro. Dr. Daniel Lee — Diretor Clínico. Seu pai. Não o meu. Por algum motivo, eu sentia que precisava deixar isso claro até para mim mesma. Daniel Lee pertencia à história de Ian. Eu ainda precisava descobrir quem pertencia à minha. Olhei novamente para as fotografias penduradas na parede. Médicos. Funcionários. Pessoas que haviam trabalhado naquela clínica anos atrás. Meu olhar passou por cada rosto até parar novamente em Daniel. Ian continuava imóvel. — Você está bem? — perguntei. Ele demorou a responder. — Não sei. Aproximei-me. — Você nunca tinha visto essa foto? — Não. Ele passou os dedos pela moldura, sem tocá-la de verdade. — Eu sabia o nome do meu pai. Sabia que ele era médico. Mas nunca imaginei que ele tivesse sido diretor daqui. — Talvez seja por isso que suas memórias começaram a voltar. Ian me olhou. — Talvez. Ficamos
Last Updated: 2026-09-14
Chapter: Acho que Descobrimos quem eu sou
Kiara Naquela noite, eu não consegui dormir. Não depois de descobrir que Ian também tinha perdido parte da própria memória. Não depois de descobrir que nossos pais estavam envolvidos. E muito menos depois de ver aquele pingente. Eu ainda conseguia sentir o metal frio entre meus dedos. Aquela pequena peça parecia insignificante. Mas minha memória dizia o contrário. Ela tinha pertencido à nossa história. E eu precisava saber qual. Às sete da manhã, Ian apareceu no Atelier. Eu ainda estava organizando algumas caixas quando ele entrou. Não disse bom-dia. Não sorriu. Apenas colocou uma pasta sobre o balcão. — Precisamos ir. Olhei para a pasta. — Para onde? Ele me encarou. — Lee Medical Center. Meu coração acelerou. — Hoje? — Agora. Olhei para o relógio. — Você descobriu alguma coisa? — Descobri onde ficavam os arquivos antigos. Meu corpo ficou tenso. — Como? — Um dos funcionários antigos da VOSSEN ainda trabalha para minha família. Conversei com ele ontem. — E?
Last Updated: 2026-09-12
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