로그인O helicóptero voava sobre um mar turquesa.Abaixo de nós havia uma ilha particular que eu nunca tinha visto antes.— Onde estamos? — Perguntei a Julian.Ele estava sentado ao meu lado, sua grande mão segurando a minha, a voz suave.— Nossa casa.Olhei para o perfil dele, mil perguntas girando na minha mente.— Julian, por que agora? — Virei-me para ele. — Por que você esperou até agora para aparecer?Ele ficou em silêncio por um longo momento, então falou.— Isabella, preciso te contar uma história. — Seus olhos carregavam uma dor profunda. — Uma história sobre esperar.O helicóptero pousou em um gramado enorme. Pétalas de rosa ainda flutuavam no ar.— Você se lembra da noite em que foi sequestrada? — Ele disse enquanto caminhávamos. — Presa naquele armazém abandonado.Minha mente voltou imediatamente àquela noite aterradora.Minha mãe tinha acabado de morrer. Meu pai estava ocupado com sua amante, sem me dar qualquer atenção.Uma família rival tinha me levado para usar co
Julian fez um sinal.Um enorme projetor foi trazido e apontado para a parede externa da igreja.Uma imagem ganhou vida sobre a pedra branca.Era a gravação de segurança da piscina, de treze verões atrás.Na tela, Vincent, com quinze anos, lutava no fundo da piscina.Ava, de doze anos, estava na beira, usando um vestido vermelho e segurando uma boia salva-vidas.Mas ela não a jogou.Em vez disso, quando Vincent estendeu uma mão desesperada em direção a ela, Ava recuou em pânico. Com medo de se meter em problemas, ela até chutou a boia para mais longe da borda.Vincent estava afundando, seus movimentos ficando cada vez mais fracos.Nesse momento, uma pequena figura correu pelo lado direito da tela.Eu, com doze anos.Mergulhei na piscina sem pensar duas vezes, usando toda a minha força para sustentar Vincent, que era muito mais pesado que eu.Mas eu era pequena demais. Enquanto o empurrava para a borda, fiquei sem energia e afundei sob a superfície.A gravação mostrou minha
O mundo ficou em silêncio, o eco do disparo ainda pairando no ar.Vincent segurou a mão dormente, olhando incrédulo para os pedaços da arma no chão.— Quem?! — Ele rugiu, olhando ao redor freneticamente. — Quem disparou esse tiro?!A única resposta foi o som de passos marchando.Centenas de homens de terno preto saíram dos carros blindados.Eles estavam armados até os dentes, carregando armas de nível militar, os rostos escondidos por máscaras que deixavam à mostra apenas olhos frios e duros.No meio daquela força aterradora, um Rolls-Royce Phantom parou suavemente.A porta se abriu.Um homem saiu.Ele era alto e esguio, vestido com um terno preto feito sob medida. Movia-se com uma graça letal que irradiava autoridade absoluta. Óculos escuros escondiam a parte superior do rosto, mas seus lábios finos e o maxilar forte transmitiam um poder sufocante.No instante em que Vincent o viu, o sangue desapareceu de seu rosto.— Não... Impossível... — Ele gaguejou, recuando. — Você...
As pesadas portas da igreja não se moveram.Então, uma voz cortou o silêncio atrás de mim.— Isabella.Eu me virei. O sol da manhã atingiu os diamantes do meu vestido, explodindo em mil pequenos sóis.No instante em que Vincent me viu, ele congelou, a mandíbula caindo.Seus olhos me devoraram, seguindo a linha do meu vestido até os diamantes ofuscantes.— Meu Deus! — Ele murmurou. — Isabella... Você está...— Estávamos procurando você por toda parte, Isabella. — A voz de Ava, pingando falso mel, cortou o ar. — Mandamos um ultimato para você. Você não responde e então aparece aqui de vestido de noiva? Tentando forçar Vincent a se casar com você?Olhei para ela, meu rosto uma máscara de gelo.— Você está pensando demais, Ava. Eu vou me casar. Só não com ele.Vincent finalmente saiu do transe. Ele respirou fundo, aquele olhar arrogante voltando ao rosto.— Já que estamos todos aqui, isso economiza tempo. Volte para casa, Isabella. Seu lugar como senhora da casa ainda está esper
Voltei para o meu apartamento. A primeira coisa que fiz foi caminhar até minha penteadeira.Um anel de diamante azul de doze quilates estava ali.O anel de noivado que Vincent me deu dez anos atrás.Eu o peguei e, sem hesitar, joguei-o na lareira.As chamas queimaram o aro de platina, mas o diamante apenas permaneceu ali, brilhando.Um símbolo perfeito para o meu amor. Frio, duro e morto.— Senhorita, você voltou.Meu mordomo, Andre, entrou. Ele olhou para o meu rosto uma única vez e entendeu.— Chame uma reunião com todos os anciãos da família. — Eu disse, virando-me para ele. — Hoje à noite, às oito. Emergencial.— Sim, senhorita. Ah, senhorita... — Ele hesitou. — Chicago ligou novamente. Sobre a proposta de casamento. É a terceira vez este ano.A misteriosa família de Chicago.Por dois anos, eles vinham pedindo uma aliança. Eu recusei todas, cega por Vincent.— Diga a eles que eu aceito.Os olhos de Andre se arregalaram de surpresa, mas ele rapidamente recuperou a compo
O nojo nos olhos dele doía mais do que qualquer arma.Nesse momento, Ava, que estava "tremendo" nos braços de Vincent, ergueu o olhar para mim, os olhos úmidos de lágrimas.— Isabella, irmã, por favor, pare... — Disse ela fracamente, a voz já começando a falhar. — Eu sei que você me odeia, mas não pode negar a verdade... Eu salvei a vida de Vincent. A vida toda, eu deixei você ficar com tudo, as roupas, os prêmios, as joias. Mas não ele. Eu não vou desistir de Vincent.Enquanto falava, ela se afastou de Vincent e caminhou até mim, estendendo a mão como se fosse implorar.— Se você acha que isso é culpa minha, então me bata! Pode bater!No segundo em que ela se aproximou, algo em seus olhos mudou. Ficaram frios. Cruéis.Onde Vincent não podia ver, seus dedos cravaram no meu braço.Uma dor aguda atravessou meu corpo. Tentei me soltar, mas ela de repente se jogou para trás, batendo o corpo com força contra o canto afiado da mesa.— Ahhh—!Um grito de cortar o coração ecoou pelo e
Dez anos eu trabalhei para me casar com Vincent. E tudo era uma mentira.Eu estava do lado de fora do escritório de Vincent, com os documentos da auditoria em mãos, quando ouvi as palavras que fizeram meu sangue gelar.— Chefe, a galeria da Isabella está prestes a passar pela auditoria final. — Di
Vincent relaxou visivelmente.Ele voltou a se sentar na cadeira, assumindo novamente aquele ar condescendente.Como se não fosse ele quem estava em pânico um minuto atrás. Como se eu tivesse imaginado tudo.— Isabella, você me decepciona.Eu pisquei. O quê?— Tradição é tradição. — Ele disse, s







