Mag-log inNa véspera do meu noivado, Luna Sampaio, amiga de infância do meu noivo, saiu em disparada com um carro de luxo nos arredores do local da cerimônia. Atropelou um idoso e fugiu sem prestar socorro. Caio Albuquerque não hesitou. Adiou o noivado e levou Luna para o exterior, decidido a acompanhá-la até que se recuperasse do "susto". Antes de partir, ainda transferiu quinhentos mil reais para a minha conta. — Quinhentos mil bastam para pagar pela vida do seu pai. Desde que você não mexa com Luna, retomamos o noivado quando eu voltar. Olhei, confusa, para o homem sentado ao meu lado. Meu pai, Augusto Ferraz, o temido Don da família Ferraz, estava perfeitamente bem. Só franzia a testa, irritado com Caio por adiar a cerimônia sem sequer consultá-lo. Foi então que uma mensagem de Luna chegou ao meu celular, acompanhada de um vídeo. — Mesmo sabendo que atropelei seu pai, Caio escolheu ficar do meu lado. Ele até pagou pela vida dele. — Filha de novo-rico querendo se casar com um Albuquerque? Olhe bem para o estado do seu pai. É isso que acontece com quem sonha alto demais. Abri o vídeo e congelei. Com um sorriso cruel, Luna pisou fundo no acelerador e passou com o carro por cima das pernas do velho caído no chão antes de fugir. O homem ensanguentado, gemendo de dor no asfalto, não era meu pai. Era Henrique Albuquerque. O pai de Caio.
view moreOlhei para ele e deixei escapar uma risada fria.— Você me ama? Então me diga, Caio. Quando achou que Luna matou meu pai, o que você fez?— Não foi assim! — Ele balançou a cabeça com força, e as lágrimas enfim transbordaram. — Eu sei que, antes de você revelar quem era, todo mundo achava que eu e Luna formávamos um casal. Mas eu sempre vi ela como uma irmã!A voz saiu cada vez mais desesperada.— Ela estava mal, atropelou seu pai, e eu achei que foi um acidente. Só quis proteger ela porque esperava que, no fim, todos nós virássemos uma família.Caio se arrastou de joelhos na minha direção.— Acredita em mim. Me dá mais uma chance. Eu já perdi meu pai... não posso perder você também.Estendeu a mão para agarrar a barra do meu vestido.Eu me afastei sem hesitar.— Que pena.Abri a bolsa e tirei um cheque.Seiscentos mil.Estendi o papel para ele.— É tudo o que posso fazer por você. Afinal, aos seus olhos, a vida de um pai morto vale exatamente isso.Caio ficou imóvel.Uma lágrima escorr
— Foi você! Você matou meu pai de propósito!Caio tremia da cabeça aos pés. O vídeo parecia lhe esmagar o peito, e os olhos, vermelhos, continuavam presos à tela.De repente, ele se virou e agarrou Luna pelo pescoço.— Por quê? Por que você fez isso?!Luna ergueu o rosto, coberto de lágrimas.E sorriu.Um sorriso torto, quase perturbador.— Porque eu te amo, Caio!A voz saiu entrecortada.— Eu não suportava ver a filha de uma ninguém se casando com você! Quem ela pensa que é? Ela nem merece ficar ao seu lado!Caio apertou ainda mais os dedos.— Eu só queria dar uma lição nela! Como eu ia saber que aquele homem era seu pai? — Luna quase gritou. — Se quer culpar alguém, culpe você mesmo! Se você me apresentasse ao seu pai antes, eu não confundiria os dois. Eu não atropelaria a pessoa errada!— Cala a boca!Caio rugiu e apertou o pescoço dela com tanta força que parecia disposto a arrancar sua cabeça.Mas, naquele momento, havia alguém que odiava Luna ainda mais.— Sua desgraçada! Foi voc
Uma ambulância freou bruscamente diante dos portões.Um médico de jaleco branco desceu às pressas.— Ninguém apareceu para reconhecer o corpo do Sr. Henrique. Não tivemos alternativa senão trazer o corpo até aqui! Quem é da família? Precisamos que alguém faça o reconhecimento!As portas traseiras se abriram.O cheiro forte de antisséptico veio misturado ao de sangue.Uma maca foi retirada do veículo, coberta por um lençol branco. Uma das pontas escorregou e revelou o rosto pálido do velho.Mais abaixo, as duas pernas estavam brutalmente decepadas.— Pai!Caio se soltou dos homens que o seguravam e tropeçou até a maca.— O que aconteceu? Como isso aconteceu? Como meu pai pôde morrer assim?!Luna se encolheu a poucos passos dali. O rosto perdeu toda a cor, e o corpo não parava de tremer.— Mas... ele não era o pai da Isadora? Como virou o pai do Caio?A frase atingiu Caio em cheio.Ele levantou a cabeça devagar. Os olhos, vermelhos, se cravaram em Luna.— Foi você que matou meu pai?A vo
— Que absurdo! Esse ator passou de todos os limites! — Caio fechou a cara.Luna correu para ele e se escondeu às suas costas. Bastou vê-la naquele estado para Caio perder de vez a cabeça.Apontou para meu pai e berrou:— Continua! Quero ver até onde vai essa encenação! Achou que bastava vestir roupa de grife e colocar um anel de ouro no dedo para virar um Don?Um sorriso de escárnio lhe entortou a boca.— Entrou tanto no personagem que já acredita que é alguém importante?Beatriz perdeu a paciência e fez um gesto brusco.— Chega. Tirem esse velho daqui!Vários homens dos Albuquerque avançaram e cercaram a mim e ao meu pai.Augusto soltou uma risada baixa.— Não sabem mesmo com quem estão mexendo.Ergueu a mão e estalou os dedos.No instante seguinte, dezenas de homens surgiram de todos os lados da propriedade.Antes que os Albuquerque reagissem, já estavam no chão.A situação se virou em segundos.Caio também acabou imobilizado.— Me soltem! Vocês sabem quem eu sou?!Dois homens prende


















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